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Solidariedade

Rede de união ampara a dor de uma tragédia no Bairro Partenon

Após incêndio que destruiu casa e matou uma criança, amigos e vizinhos ajudam as vítimas

16/08/2013 - 07h34min

Atualizada em: 16/08/2013 - 07h34min


Leonel acolhe Yane, o seu filho e o irmão. Luís busca ajuda

Ao falar do afilhado Maxiemiliano Oliveira Pereira, quatro anos, o vigilante Leonel Cavalcante Pereira, 46 anos, não contém a emoção. É a lembrança do menino alegre e afetuoso que arrebata o tio. A vida do guri foi interrompida  de forma trágida na segunda-feira, quando um incêndio atingiu a casa dele, no Bairro Partenon, na Capital.

Em meio a dores como esta que surgem redes de solidariedade, nas quais vizinhos, amigos, parentes e até anônimos se unem para dar auxílio e conforto.

- A gente tá sempre na luta, e de repente a tragédia nos pega de surpresa. Nos consola que as pessoas colaboraram - afirma Leonel.

"Na rua eles não vão ficar"

Ele e a mulher, Andréia Domingues Miranda, 39 anos, estão acolhendo Leonardo, 11 anos, e Yane Indaiá, 15 anos, irmãos do garoto, na Lomba do Pinheiro. Também está com eles o filho de Yane, Wesley, um ano e cinco meses. A sala virou uma central para reunir as doações.

- Por mais que a casa seja humilde, a gente se ajeita, mas na rua eles não vão ficar - diz Andréia.

Na residência de outro familiar estão os pais do menino, Roginaldo Cavalcante Pereira e Marion da Costa Oliveira, ambos de 39 anos. Com eles, mais dois filhos: Maraia, seis anos, e Heitor, um ano e dois meses.

Além do apoio material, o conforto emocional é decisivo. Para demonstrar carinho e solidariedade, os vizinhos prepararam um sopão na quarta-feira à noite e acolheram a família.

- É para eles sentirem que não estão sozinhos - destaca Leonel.

Rede de ajuda se multiplica

Cunhado de Andréia, o auxiliar de serviços gerais Luís André Rodrigues, 39 anos, foi um dos primeiros a se mobilizar. Ele colocou mensagens no facebook pedindo doações, falou para os amigos com quem pega o ônibus, conversou com colegas de trabalho e já começou a receber alguns auxílios, como roupas e cestas básicas.

- Teve uma senhora de um mercadinho que doou três xícaras, porque é o que ela tinha. Uma dentista doou escovas de dente. E, se precisar, a gente vai buscar - prontifica-se Luís André.

Até as despesas funerárias já foram pagas por um benfeitor anônimo. Agora, a angústia da família é pela liberação do corpo de Maxiemiliano, que aguarda o resultado do exame de DNA. O prazo mínimo para que isso aconteça é de cerca de 30 dias.

Órgãos já foram acionados

Órgãos como Defesa Civil, Demhab e Fasc já foram acionados e começaram a prestar auxílio para a família. O posto de saúde também fez o encaminhamento para atendimento psicológico.

Tragédias como o incêndio que matou um menino de quatro anos, no Partenon, geram uma rede de solidariedade que vai além da família, unindo amigos e até desconhecidos.

Ao mergulhar na triste história de Maxiemiliano, o Diário conta os bastidores de voluntários que abrem a porta de casa, que pedem ajuda e recolhem donativos para diminuir o drama de quem perdeu tudo.

Auxílio e alerta

Seja solidário também:

- Entre os itens mais necessários estão fraldas e leite para os pequenos.
- As roupas são para crianças de um, dois, seis e onze anos, além de adultos (duas mulheres e um homem).
- Calçados nos números 18, 20, 30, 35, 37 e 40.
- Cestas básicas e produtos de higiene também são bem-vindos.
- Para reconstruir a casa, a família vai precisar de tudo: desde materiais de construção até móveis.
- Se você quer ajudar, entre em contato com o Luís André pelo telefone
9424-4675.

Bombeiros dão dicas para os adultos:

- Não deixe crianças sozinhas em casa, nem por cinco minutos.
- Afaste delas álcool, fósforo e isqueiro.
- Não fume na cama, pois você pode adormecer, e o cigarro provocar incêndio.
- Mantenha velas longe de objetos que queimam facilmente, como cortinas.
- Jogar inflamáveis nos ralos pode causar acúmulo de gases e provocar explosões.

As causas do incêndio na casa de Maxiemiliano ainda não foram confirmadas. A suspeita da família era que o menino brincava com um isqueiro num quarto.


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