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Guaíba pode ultrapassar pico de 5m35cm entre segunda e terça-feira

Novo recorde do nível d'água pode chegar a 5m50cm caso haja chuva adicional à prevista e vento sul forte, aponta estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

12/05/2024 - 19h23min


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São altas as chances de o Guaíba voltar a atingir níveis acima de 5m. O valor máximo pode alcançar 5m50cm entre segunda (13) e terça-feira (14), ultrapassando o recorde de 5m35cm. A previsão é do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pela RHAMA Analysis.

A elevação do nível depende da ocorrência de chuva adicional à prevista e de vento sul forte. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu sete alertas de chuva, vento e frio para este fim de semana no Rio Grande do Sul. Em entrevista à Rádio Gaúcha neste domingo (12), o meteorologista Marcelo Schneider falou sobre os avisos e previsões para os próximos dias no Estado (assista acima).

Há previsão de precipitação expressiva de cem milímetros na metade norte do Rio Grande do Sul, com possibilidade de elevação dos rios Taquari, Caí, Sinos e Jacuí. Além disso, vento sul intenso chega à Lagoa dos Patos na segunda (13) e terça-feira (14).

O Guaíba já apresentou elevação de 10 centímetros entre sábado (11) e domingo (12). De acordo com o IPH, o nível da água deve aumentar ainda mais nos próximos dias.

Devido à alta possibilidade de repique da cheia do Guaíba, o IPH recomenda atenção a todas as áreas de risco, incluindo aquelas em que a inundação teve redução, à população afetada e ações imediatas para reestabelecimento de infraestruturas e manutenção de serviços essenciais.

UFRGS / Divulgação
A previsão, demonstrada em gráfico, é do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A previsão foi desenvolvida com base na combinação de observações de chuva e vazão dos rios, modelo de previsão meteorológica, hidrológica e hidrodinâmica. Foi liderada pelos professores Fernando Fan e Rodrigo Paiva e pelo mestrando Matheus Sampaio em conjunto com a empresa RHAMA Analysis.


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