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Direto da Redação

Giordana Cunha: "Alexa, acabar com a desigualdade entre gêneros"

Jornalistas do Diário Gaúcho opinam sobre temas do cotidiano

04/12/2024 - 05h00min


Giordana Cunha
Giordana Cunha
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Agência RBS / Agência RBS
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Você conhece alguma assistente de voz? Elas já são personagens famosas no dia a dia da maioria das pessoas. Estou falando da Alexa, da Amazon, da Siri, da Apple, da Cortana, da Microsoft, dentre tantas outras. São aquelas robôs que conversam com a gente, nos dão respostas em um piscar de olhos e é só chamar que elas estão à disposição, 24 horas por dia.

Segundo o estudo feito pela Unesco para a EQUALS Skills Coalition, chamado I’d Blush If I Could (Ficaria Corada se Pudesse, em tradução livre), publicado em 2019, “entre 2008 e 2018, a frequência das consultas de pesquisa na internet baseadas em voz aumentou 35 vezes e representa agora perto de um quinto das pesquisas na internet móvel – um número que se prevê que aumente para 50% até 2020”. Estamos em 2024, então esse número provavelmente aumentou.

A questão que quero trazer não é sobre usar ou não esse recurso. A tecnologia referida foi citada nesse texto como um substantivo feminino porque a maioria destas assistentes leva tanto a voz quanto o nome de mulher. E isso tem uma explicação. O estudo já citado, afirma que isso acontece pela desigualdade de gênero e machismo cultural. O papel de secretária, cuidadora e de estar sempre disponível está colada historicamente na figura feminina.

Mulheres na tecnologia

Outro fator que interfere – e muito – na causa disso é a falta de mulheres no desenvolvimento destas tecnologias e nessa área. Segundo o Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil – 3ª edição, feito pelo IBGE, apenas 15% dos formandos do Ensino Superior em áreas da Computação e Tecnologia da Informação e Comunicação são mulheres. 

O mundo é gerido e feito para os homens. Se não estivermos presentes nestes processos, lugares e lideranças, a desigualdade entre gêneros não acaba.


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