SEU PROBLEMA É NOSSO
"Precisamos dar um atendimento digno, no mínimo um banheiro para as crianças", desabafa diretora de escola em Porto Alegre
Comunidade escolar, da instituição Professora Luiza Teixeira Lauffer, inicia o ano lutando por estrutura que está interditada por risco de desabamento. Local espera por resposta para o início das obras

A volta às aulas trouxe incertezas à comunidade da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Luiza Teixeira Lauffer, no bairro Rubem Berta, zona norte da Capital. A instituição de ensino, que atende cerca de 240 estudantes até o 5º ano em turno integral, passa por dificuldades estruturais há anos, e, em 2025, convive com um novo problema: os banheiros do local precisaram ser interditados por risco de desabamento.
Entre as soluções previstas pela Coordenadoria Regional de Educação, foi sugerido o uso de banheiros químicos, ideia que acabou sendo descartada pela direção. Outra ideia que não agradou foi a adoção de turnos únicos.
No final, segundo a diretora da instituição, Tamara Trinada Soares, a medida escolhida foi a instalação de seis banheiros hidráulicos, que possuem sistema de caixa d’água e caixa para dejetos.
Porém, a solução não é definitiva, pois os banheiros são provisórios. A estrutura foi paga com o dinheiro do projeto Agiliza destinado à escola, e o contrato foi realizado com prazo de três meses.
Para a educadora, é necessário que seja definida uma data para a realização da obra na instituição.
– Precisamos dar um atendimento digno, no mínimo um banheiro para as crianças – desabafa a diretora.
Espera por solução
Os pais também compartilham o sentimento de insatisfação. Aline Guterres, 33 anos, é mãe de um aluno que está no 3º ano.
– Entramos o ano em uma situação precária, ficamos à merce do órgão responsável, lutamos tanto pela educação de nossos filhos e é de direito ter a estrutura de ensino – relata.
Aline destaca que optou por uma escola em turno integral para seu filho pela carga horária diária que demanda seu trabalho como professora. Agora, sem a certeza se a instituição permanecerá, a longo prazo, na escala da manhã e tarde, ela se preocupa com o futuro da instituição.
– Ficamos preocupados, quando a obra será iniciada? É um total descaso – relata.
O que diz a Secretaria de Educação
/// Contatada pela reportagem, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul informa que autorizou a contratação de banheiros provisórios para o uso durante o período que a instiuição está em reforma. Segundo o órgão: “a contratação oferecerá suporte temporariamente à comunidade escolar enquanto ocorrem as melhorias na infraestrutura da instituição de ensino”.
/// Referente ao início das obras, foi destacado que a Secretaria de Obras Públicas “realizará nesta semana uma vistoria para definir a solução cabível” e após a ação irão “iniciar o processo para realização da intervenção”.
*Produção: Josyane Cardozo