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Em emergência pela dengue, prefeitura de Viamão espera abrir 20 leitos com hospital de campanha

Instalação da estrutura foi solicitada ao Exército, que estuda local disponível; área oferecida pelo município é o pátio ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

26/03/2025 - 14h11min

Atualizada em: 26/03/2025 - 14h11min


Paulo Egídio
Paulo Egídio
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Paulo Egídio/Agência RBS
Hospital ficaria ao lado da UPA do município.

Em situação de emergência provocada por um surto de dengue, a prefeitura de Viamão, na Região Metropolitana, pretende abrir 20 novos leitos para atendimentos em um hospital de campanha. A estrutura foi solicitada na terça-feira (25) ao Exército Brasileiro.

A área oferecida pelo município é o pátio ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Avenida Senador Salgado Filho. O Comando Militar do Sul (CMS) informou que está estudando sobre qual o melhor local para a instalação e deve enviar representantes ainda nesta quarta-feira (26) ao município.

Situação do atendimento a pacientes com dengue

Na manhã desta quarta, o atendimento fluía bem na UPA, sem pacientes relatando tempo excessivo de espera para atendimento. No entanto, funcionários da unidade informaram que na segunda e na terça-feira o espaço estava lotado, com muitos casos suspeitos de dengue.

A secretária da Saúde, Michele Galvão, diz que o hospital de campanha vai desafogar os atendimentos:

— Por mais que a gente coloque mais médicos e enfermeiros, hoje temos uma limitação do espaço físico para atender as pessoas. O hospital vai ampliar nossa área de hidratação e nossa capacidade geral de atendimento — diz a secretária.

Além de pedir reforço do Exército, a prefeitura solicitou ao Ministério da Saúde incremento no repasse de recursos para ampliar as equipes de saúde. Em paralelo, também está acertando com a Secretaria Estadual da Saúde o redirecionamento de doses de vacinas para o município.

Surto de dengue

Nesta quarta-feira, o município chegou aos 899 casos de dengue registrados neste ano, um aumento de mais de 500% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando eram 144 casos.

Uma das causas apontadas pela prefeitura é a ocorrência de ondas de calor, combinadas com pancadas de chuva, que criaram ambiente propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Além disso, há dificuldade de se combater o acúmulo de lixo em áreas públicas e em terrenos privados.

De acordo com a secretária da Saúde, a prefeitura tomou medidas para conter o avanço da doença, mas que não produziram o resultado esperado.

— Ofertamos repelente para evitar a disseminação da doença, ampliamos a vacinação levando equipes para dentro do território, fizemos três mutirões de limpeza na região mais afetada pelo descarte irregular do lixo, fizemos a aplicação do inseticida e borrifação intradomiciliar e organizamos um pronto-atendimento para dengue, mas nada disso conteve o avanço — descreve Michele.

O que pode ser feito para evitar a proliferação do Aedes aegypti?

  • Limpar com escovação semanal o recipiente de água dos animais domésticos.
  • Recolher o lixo do pátio e colocá-lo ensacado para ser recolhido.
  • Recolher pneus e armazená-los em locais secos e protegidos da chuva
  • Tampar caixas d’água e colocar telas  em caixas d’água descobertas, reservatórios de captação de água da chuva e nos ralos.
  • Limpar as calhas semanalmente.
  • Lavar e escovar piscinas plásticas, trocando a água.
  • Eliminar os pratinhos das plantas e cobrir recipientes de armazenamento de água.

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