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"Foi um barulho muito alto, parecia um trovão", diz testemunha sobre acidente que causou a morte de irmãs em São Leopoldo

Funcionários de um posto às margens da BR-116 foram surpreendidos na madrugada de quarta-feira com acidente que matou Bruna Vitória e Paula Aísa Silva dos Santos

20/03/2025 - 12h49min

Atualizada em: 20/03/2025 - 12h49min


Vinicius Coimbra
Vinicius Coimbra
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Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Ainda é possível ver um pedaço do Renault Clio vermelho que atingiu o imóvel.

O acidente de trânsito que resultou na morte de duas irmãs em São Leopoldo, no Vale do Sinos, interrompeu a madrugada tranquila de funcionários de um posto às margens da BR-116, na quarta-feira (19).

Bruna Vitória Silva dos Santos, 22 anos, e Paula Aísa Silva dos Santos, 26, morreram na ocorrência.

Atendente do estabelecimento há um mês, Kathleen Silva, 27 anos, estava no intervalo quando ouviu a colisão, por volta das 3h.

Foi um barulho muito alto. O primeiro impacto foi em uma placa de alumínio, parecia um trovão, parecia que estava trovejando. Depois o carro bateu na casa, também ouvi, mas foi um pouco mais abafado. Levantou uma poeira bem alta — disse.

Os funcionários atravessaram a rodovia e foram ao terreno onde ocorreu o acidente, a cerca de cem metros do posto. Segundo a testemunha, em um primeiro momento, a situação não fazia “muito sentido”:

— A rodovia estava bem calma e tudo foi muito rápido. Quando fui lá (no acidente), vi o carro na sala e o outdoor partido ao meio, então entendi que elas passaram dentro do outdoor antes de atingir a casa — acrescentou Kathleen, que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em busca de uma nova casa

Na manhã desta quinta-feira (20), Vânia Oliveira, 59 anos, estava decidida a se mudar da casa atingida pelo Renault Clio vermelho ocupado pelas irmãs.

O carro destruiu a sala do imóvel, que fica ao lado de um terreno na esquina das avenidas Oitavo BC e Getúlio Vargas.

— Tinha um rack com TV, um sofá e um barzinho. O sofá quebrou, mas dá para arrumar, é a única coisa que vou poder aproveitar da sala — disse Vânia. 

Vânia mora de aluguel há quatro anos no imóvel, período que relata ter visto inúmeros acidentes, nenhum deles causador de danos à casa. No local, vive com o filho, de 21 anos, que estava no trabalho quando ocorreu a colisão.

— Vou me mudar pela situação, pelo o que vi e vivi. Tenho filhos jovens, da mesma idade das meninas (que morreram na colisão). É algo que fica marcado. Ontem à noite foi horrível de dormir — contou.

O acidente

Segundo apuração da Rádio Gaúcha, as irmãs Bruna Vitória Silva dos Santos, 22 anos, e Paula Aísa Silva dos Santos, 26,  estariam voltando de uma festa em Novo Hamburgo, de onde teriam saído por volta das 2h20min, cerca de 40 minutos antes do acidente.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), elas estavam sem cinto de segurança.


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