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Desabastecimento

Há quase dois dias sem luz, moradores de Porto Alegre reclamam de prejuízos

Conforme a CEEE Equatorial, na manhã desta quarta-feira, havia 8,7 mil clientes sem energia elétrica na Capital

02/04/2025 - 13h55min

Atualizada em: 02/04/2025 - 13h55min


Kathlyn Moreira
Kathlyn Moreira
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Com mais de 40 horas sem energia elétrica devido ao temporal da tarde de segunda-feira (31), moradores de diferentes bairros de Porto Alegre reclamam da demora para a normalização do serviço e enumeram prejuízos na rotina.

Conforme o último balanço divulgado pela CEEE Equatorial, na manhã desta quarta-feira (2), equipes seguem trabalhando para restabelecer a energia de 8,7 mil consumidores. As cidades mais impactadas são Porto Alegre, com 6 mil clientes sem energia, e Eldorado do Sul, com 850.

A concessionária estima que 96,5% da rede afetada teve o problema solucionado, o que corresponde a 251 mil usuários. Não há prazo exato para a normalização total do serviço.

Problemas para a população

Enquanto isso, o jeito está sendo adaptar as atividades. Em um condomínio na Rua Ney da Gama Ahrends, no Morro Santana, o aposentado Lenio Albuquerque, 66 anos, reduziu a quantidade de saídas com a cadelinha Carlota Joaquina, oito anos, que tem problemas nas patas dianteiras. Morando no quinto andar, o morador contou que está difícil ficar subindo e descendo as escadas.

— Está difícil. Sempre desci quatro vezes ao dia, agora é só duas vezes no máximo — comenta.

No mesmo prédio, o desenvolvedor de software Gabriel Elias Thomas, 25 anos, conta que teve de tirar férias forçadas porque não tem condições de trabalhar. Na cozinha, ele se preocupa com o estoque que fez para o mês.

— Estou colocando gelo na minha geladeira, torcendo para não descongelar as minhas carnes do rancho que fiz para o mês de abril — explica, usando um pano preso na porta para conter a água derretida.

Sem luz, a água do condomínio também parou de ser bombeada, secando as torneiras. O cenário fez com que muitos vizinhos buscassem a casa de parentes para tomar banho, guardar alimentos e carregar dispositivos eletrônicos.

— Tá horrível. São 45 horas sem luz. Eu, que tenho uma bebê de dois anos, sem água. A gente liga e só dizem "em breve" e não tem perspectiva de retorno — comenta a relações públicas Suellen Stamm de Sá, 38 anos.

A reportagem ainda recebeu relatos de falta de luz na Avenida Oscar Pereira e em bairros como Morro Santa Tereza e Sétimo Céu. No bairro Rio Branco, o administrador Bruno Bettio Redivo, 39 anos, também estava sem luz havia cerca de 40 horas e, consequentemente, sem água. 

— À noite, está bem perigoso porque a rua está bem escura, então alguns condomínios estão tendo de contratar segurança — conta ele.

Redivo comentou que viu as equipes várias vezes na rua, mas ainda não haviam conseguido resolver o problema. Por volta das 11h30min, ele informou que a energia voltou na região, após mais de 40 horas.


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