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Ministério Público abre inquérito para investigar falta de médicos no HPS de Canoas 

Medida ocorre após a emissão de um documento solicitando o fechamento da emergência. Secretaria Municipal de Saúde tem até quinta-feira para se pronunciar

03/04/2025 - 11h19min

Atualizada em: 03/04/2025 - 11h19min


Lisielle Zanchettin
Lisielle Zanchettin
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Lisielle Zanchettin/Agência RBS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito civil para investigar a desassistência médica em Canoas, na Região Metropolitana, especialmente no Hospital de Pronto Socorro. A medida ocorre após a emissão de um documento solicitando o fechamento da emergência, devido aos relatos de falta de profissionais e  após solicitação do presidente do presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias.

O inquérito foi instaurado na terça-feira (1º) e recebido pela Procuradoria Geral do Município de Canoas nesta quarta-feira (2). Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde tem até quinta-feira (3) para se pronunciar. 

De acordo com os relatos obtidos pela reportagem de Zero Hora, há falta de cirurgião plástico, de sutura e neurocirurgião para as escalas do mês de abril.  

A situação foi reportada ainda na segunda-feira (31) pelo então diretor técnico da instituição, Álvaro Fernandes. O médico foi demitido no mesmo dia, após o pedido de fechamento da emergência. O pronto socorro segue funcionando. 

Impacto à população

O Simers alega que há impacto à população. Um dos casos registrado é de um homem de 24 anos que sofreu acidente de trabalho. 

O morador de Caçapava do Sul, na Campanha, esmagou uma das mãos na terça-feira. Ele foi encaminhado para o pronto socorro de Canoas, referência para a fratura, e precisava realizar uma cirurgia plástica. 

Conforme o Simers, como não havia profissional disponível na escala, o paciente demorou para receber o atendimento adequado. Ele corre risco de ter a mão amputada. 

Procurada pela reportagem, o Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS), que administra a instituição, informou em nota que o paciente recebeu avaliação especializada, passou por sutura e segue internado. O hospital confirma a possibilidade de amputação pelo quadro do ferimento. 

A Secretaria Estadual da Saúde (SES), informou que não interfere e não tem conhecimento em tempo real da situação de saúde de cada paciente atendido na rede estadual. Além disso, reforçou que detalhes devem ser respondidos pela instituição que atende o caso. 








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