A maior desde 1940
Expectativa de vida dos brasileiros cresce para 76,6 anos em 2024, segundo IBGE
O estudo traz ainda uma boa notícia: a redução na taxa de mortalidade infantil, que avalia a quantidade de óbitos de crianças antes de completar um ano de idade

A expectativa de vida dos brasileiros cresceu em 2024 e chegou 76,6 anos – maior marca desde 1940, quando a população vivia, em média, 45 anos e cinco meses. Os dados são do Tábuas de Mortalidade, divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
O índice aponta crescimento de 2,5 meses em relação a 2023, quando os brasileiros viviam em média 76 anos e quatro meses. O aumento foi maior na expectativa de vida dos homens, que cresceu 2,5 e saltou de 73,1 anos para 73,3.
Já as mulheres, que viviam 79,7 anos em 2023, registraram aumento médio de dois meses. Assim, passaram a viver cerca de 79 anos e nove meses em 2024.
No mundo, a maior expectativa de vida pertence a Mônaco: 86 anos e cinco meses. São nove anos e nove meses a mais com relação ao Brasil.
Mortalidade infantil recua
Outro boa notícia é a redução no número de crianças que morreram antes de completar um ano de idade. Em 2024, o índice foi de 12,3 a cada mil.
Para efeito de comparação, em 2023 a taxa era de 12,5. Ou seja, houve recuo de 0,3 na mortalidade infantil em 2024.
"A queda da mortalidade das crianças do Brasil, ao longo das últimas nove décadas, está associada às campanhas de vacinação em massa, à atenção ao pré-natal, ao aleitamento materno, à ação dos agentes comunitários de saúde e aos programas de nutrição infantil, entre outros fatores. Também contribuíram para a diminuição desse fatídico indicador os aumentos da renda, da escolaridade e do número de domicílios do país com acesso a serviços de saneamento adequado", explica nota técnica do IBGE.
Homens têm maior chances de morrer
Os dados também aponta que homens com idade entre 20 e 24 anos têm probabilidade de 4,1 vezes maior de morrer do que mulheres da mesma faixa etária. "Isto se deve à maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais na população masculina", diz o IBGE.