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Sujeira pelas ruas

Cachoeirinha decreta emergência sanitária após um mês com problemas na coleta de lixo

Decreto entra em vigor na próxima sexta-feira, e autoriza, por 60 dias, força-tarefa com uso de equipes e caminhões do próprio município

06/01/2026 - 14h55min


Zero Hora
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Kathlyn Moreira/Agencia RBS
Moradores de Cachoeirinha enfrentam problemas na coleta desde o começo de dezembro .

Após um mês de irregularidades na coleta de lixo, a prefeitura de Cachoeirinha decretou nesta terça-feira (6) situação de emergência sanitária. O decreto entra em vigor nesta sexta-feira (9) e tem validade de 60 dias.

Segundo a prefeitura, a decisão foi tomada em razão da crise no sistema de coleta, transporte e destinação de resíduos, com acúmulo de lixo em vias públicas e contêineres em diferentes bairros do município.

Entre as medidas previstas no decreto está disponibilização de equipes, caminhões e maquinários próprios da prefeitura para a retirada dos resíduos acumulados no último mês. A força-tarefa é coordenada através da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos. A mobilização inicial terá duração de 15 dias, com possibilidade de ajuste conforme a evolução dos serviços.

O decreto também autoriza a execução dos serviços ininterruptamente por 24 horas, tanto pela estrutura municipal quanto pela empresa contratada.

Outra medida prevista é a mudança do local de transbordo do lixo. A operação deixa de ser realizada em São Leopoldo e passa a ocorrer em Gravataí. Conforme a prefeitura, a alteração deve reduzir o tempo de espera dos caminhões.

Nesta terça-feira (6), a prefeitura assinou o contrato com a nova empresa responsável pela coleta de lixo. A operação terá início na sexta-feira (9).

Impeachment de ex-prefeito e ex-vice

O anúncio do decreto foi feito pela prefeita interina Jussara Caçapava quatro dias após a cassação do ex-prefeito e do ex-vice-prefeito de Cachoeirinha.

Segundo o relatório que baseou o o impeachment do prefeito Cristian Wasem (MDB) e do vice, delegado João Paulo Martins (PP), os dois eram suspeitos de realizarem contratações sem licitação permeadas pela indicação de afiliados políticos para serviços terceirizados e adiarem a contribuição patronal para o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprec). 

Em nota, o prefeito afastado afirmou que, junto do delegado João Paulo, foi eleito democraticamente e que o processo na Câmara "não é um processo legítimo, tampouco uma apuração responsável de fatos". "Trata-se de uma manobra política explícita, construída para rasgar a vontade popular e permitir que um grupo político assuma o comando da Prefeitura sem eleição, sem legitimidade e sem respaldo democrático", completou.

Agora, Jussara deverá convocar nova eleição para prefeito em até seis meses, em conformidade com o estabelecido pela Justiça Eleitoral quando ainda não transcorreram dois anos de mandato.

*Produção: Fernanda Axelrud

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