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BR-116

Carreta transportava areia para obra quando colidiu com ônibus em acidente que matou 11 pessoas

Polícia Civil aguarda conclusão de laudos técnicos para seguir com o inquérito 

04/01/2026 - 13h55min


Daniel Costa
Daniel Costa
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Ecovias Sul/Divulgação
Parte da frente do ônibus ficou completamente destruída.

O acidente que matou 11 pessoas na sexta-feira (2), no quilômetro 491 da BR-116, na ponte sobre o arroio Corrientes, envolveu uma carreta Scania/G 420 que transportava areia para as obras na própria rodovia. O veículo seguia no sentido Capital–Interior, fazendo entregas para a manutenção do trecho, quando, ao se deparar com uma fila de veículos parados, invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com um ônibus intermunicipal, que seguia no sentido Interior–Capital.

O motorista da carreta, de 25 anos, natural de Pelotas, em depoimento à Polícia Civil no sábado (3), informou que transportava areia regularmente para os trechos em obras da BR-116.

Apesar do depoimento e das imagens do momento da colisão, a Polícia Civil ainda aguarda a conclusão dos laudos técnicos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para dar andamento ao caso. O prazo para conclusão do inquérito é de até 30 dias, conforme prevê a legislação, já que não há réu preso. Após esse período, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário.

O homem foi um dos 12 feridos no acidente. Ele foi encaminhado para o Hospital de Pronto Socorro Regional de Pelotas com ferimentos leves. Enquanto era atendido, a PRF submeteu o motorista ao teste do etilômetro, que apontou para o não consumo de álcool. 

Como foi o acidente?

O ônibus da linha intermunicipal saiu do box oito da rodoviária de Pelotas às 10h30min com destino a São Lourenço do Sul. De acordo com o relato de um dos sobreviventes, o veículo fez quatro paradas ao longo do trajeto, três de subidas e uma com a descida de duas mulheres. Ele afirma também que a viagem estava normal até o momento do acidente.

Conforme apurado pela reportagem, o acidente aconteceu porque um primeiro caminhão teve uma parada por satélite, bloqueando uma das pistas. Por conta disso, o fluxo passou a ser controlado pela concessionária no sistema "pare e siga".

Na sequência, a carreta envolvida no acidente trafegava no sentido Capital–Interior e, ao se deparar com a fila de veículos parados, invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com o ônibus, que seguia no sentido Interior–Capital. Com o impacto, a carga de areia caiu sobre o coletivo, atingindo os passageiros.

O acidente ocorreu em um trecho duplicado, que vinha operando em pista simples há alguns meses devido às obras na ponte do arroio Corrientes. No momento da colisão, o local estava devidamente sinalizado, segundo a Ecovias Sul, que administra o trecho.


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