Em Porto Alegre
Foragido por tentativa de feminicídio é preso no bairro Bom Fim, em frente ao trabalho da ex-companheira, veja vídeo
Segundo a Polícia Civil, homem foi até o local para tentar consumar o crime que havia tentado em 17 de janeiro

Um homem, de 32 anos, considerado foragido por tentativa de feminicídio, foi preso no início da tarde desta sexta-feira (30), no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Ele foi até o local de trabalho da ex-companheira, na Avenida Osvaldo Aranha, onde foi detido por agentes da Brigada Militar (BM).
Diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher da Polícia Civil, a delegada Waleska Alvarenga revelou que o homem não aceitava o fim do relacionamento e havia efetuado disparos contra a ex-companheira e a irmã dela em 17 de janeiro. Desde então, era considerado foragido.
— Hoje (sexta-feira, 30), ele foi ao local do trabalho dela para poder efetuar aquilo que não conseguiu consumar no dia 17 (de janeiro) — declarou Waleska ao Gaúcha Mais, da Rádio Gaúcha.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que dois brigadianos tentam imobilizar o homem. Ele resiste à abordagem policial, entra em luta corporal contra os agentes e grita por "socorro".
A Polícia Civil esclarece que o suspeito foi preso em flagrante por perseguição, violência psicológica e resistência. Ele também era alvo de um mandado de prisão preventiva pela tentativa de feminicídio.
— As forças de segurança evitaram hoje, com certeza, mais um feminicídio. É um criminoso com vasta ficha criminal, quatro folhas de antecedentes criminais, muito perigoso, e ele não aceitava o fim do relacionamento — contou Waleska, que destaca que entre os antecedentes há crimes como homicídio, ameaça e lesão corporal.
Waleska observa que o homem "não deveria estar nas ruas", por ser considerado foragido e por possuir tantos antecedentes. A delegada cobra leis mais rigorosas para evitar a libertação de criminosos.
Vítima "aliviada" com a prisão
A delegada Waleska Alvarenga revela, ainda, que conversou nesta sexta-feira com a vítima da tentativa de feminicídio. Segundo a ela, a mulher demonstrou alívio pela prisão do ex-companheiro.
— A vítima me disse hoje, aos prantos, que ele não aceitava o fim do relacionamento, uma pessoa muito possessiva, ciumento. Eles namoraram durante dois anos, não têm filhos em comum. Ela está aliviada por ele ter sido preso hoje.
A mulher foi alertada sobre a presença do ex-companheiro no local pelo porteiro do prédio onde ela trabalha. Ao confirmar a situação, ela ligou para Brigada Militar.
— Ela acionou a Brigada (Militar) e foi (até o local) a mesma equipe que já havia sido acionada em relação a este fato — disse Waleska.