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Na Zona Norte

Grupo faz protesto em frente ao Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre

Manifestantes, contrários à ofensiva de Donald Trump na Venezuela, pedem a libertação de Nicolás Maduro, capturado no sábado pelos EUA

06/01/2026 - 10h32min


Ian Tâmbara
Ian Tâmbara
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Ian Tâmbara/Agência RBS
Manifestantes em frente ao Consulado dos EUA, no Passo d'Areia.

Um grupo de pessoas protestou em frente ao Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre, no fim de tarde desta segunda-feira (5). A representação do país fica na Avenida Assis Brasil, no bairro Passo d'Areia, na Zona Norte.

Os manifestantes são contrários ao presidente norte-americano, Donald Trump, e à captura de Nicolás Maduro

O ato não provocou lentidão na Assis Brasil, que chegou a ficar em meia-pista. No entanto, a Rua Bezerra de Menezes, que faz esquina com o local, foi fechada a partir da Avenida Grécia. Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da policiais da Brigada Militar acompanharam a situação de perto.

 — Estávamos protestando contra Donald Trump, em solidariedade à Venezuela. Puxando palavras de ordem, com instrumentos de bateria, bandeiras, etc e fomos interrompidos quando uma confusão se instalou com a Polícia Militar e manifestantes — relatou um dos manifestantes, sem se identificar.

Segundo o 11º Batalhão de Polícia Militar (11º BPM), foram registradas duas situações pontuais: um caso de desacato policial e outro de pichação nos muros do consulado. Os dois manifestantes foram presos.

Ataque dos EUA à Venezuela

Na madrugada de sábado (3), aeronaves sobrevoaram a capital venezuelana, Caracas, e foram ouvidas explosões. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou, no início da manhã, que houve um ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado. A primeira-dama, Cilia Flores, também foi retirada do país.

As primeiras explosões em Caracas foram ouvidas por volta das 2h locais (3h de Brasília). O governo venezuelano também divulgou que alvos militares foram atacados nos Estados de Miranda e La Guaira, assim como na cidade de Aragua, que fica a uma hora de Caracas.

Um dos alvos em Caracas foi o forte militar Tiuna, o mais importante do país. Na base aérea de La Carlota, blindados foram atacados.

Maduro e a esposa foram levados para Nova York pelo Exército dos EUA e agentes da DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas dos EUA). Nesta segunda-feira, o líder venezuelano participou da primeira audiência judicial sobre as quatro acusações que responde, a principal delas, sobre tráfico de drogas, o qual ele se declarou inocente.


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