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Coluna da Maga

Magali Moraes e os bichos soltos

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

16/01/2026 - 05h00min

Atualizada em: 19/01/2026 - 05h00min


Diário Gaúcho
Diário Gaúcho
Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes

Quase não me reconheço como vó de pet, sigo apaixonadíssima. Se há um ano e pouco me dissessem que eu venceria a fobia de uma vida inteira, que pegaria no colo, daria banana picadinha na boca e teria mil fotos de um certo Shih Tzu no rolo da câmera, eu responderia: “Tá louco, impossível”. Mas não vamos generalizar. Todo esse avanço regride à estaca zero quando o bicho faz parte da Categoria Selvagem. Sou urbana, não sei lidar com o mundo animal.

Já contei aqui das visitas apavorantes de morcegos no apartamento em Porto Alegre (é época, nem gosto de lembrar que me arrepio). Na casa da praia, segue o barco. As pombas com sérios problemas intestinais também foram assunto recente na coluna. E o zoológico não para por aí. Um lagarto tem sido visto passeando pelo jardim sem ser convidado. Deve ser mais de um, pela variação de tamanho. Prefiro acreditar que é sempre o mesmo, e ele encolhe ou espicha conforme bate o sol.

Elogio

Pra situação ficar mais amigável, chamo o tal lagarto de Afonso. Se algum leitor Afonso me lê nesse momento, entenda como um elogio. É um nome bonito, muitos pets ganham nomes de gente pra humanizar a relação. Não que eu queira adotar um réptil, longe (bem longe) de mim. É pro susto ser menor quando ele aparecer de novo. Esses dias, recebi a visita mais indesejada de todas. Nacho, o rato, explorando o jardim. Não satisfeito, ele ameaçou entrar e deu meia-volta. Pensa no pavor.

Como se não bastassem os cães dos vizinhos à solta (não são fofos como o Chimmy), ainda tem a bicharada inesperada. Ironias da vida. A gente planta árvores, flores, folhagens. Elas crescem e atraem passarinhos cantantes, beija-flores beijantes e abelhas polinizadoras. Outros bichos resolvem se sentir em casa. Das aranhas, nem reclamo mais. Trabalham sem parar, incansáveis. Mas não estou preparada pra espécies que são aceitáveis apenas em desenhos animados. Ratatouille, é você?

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