Papo Reto
Manoel Soares: "Quer dinheiro? Leia"
Colunista escreve no Diário Gaúcho aos sábados


Imagine uma pessoa que, ao seu lado, se declara, diz que o ama. Mas, quando está longe, fala mal de você. Sabendo disso, você ficaria perto dela? Provavelmente não, afinal essas atitudes deixam claro que ela não te respeita.
Por mais absurda que pareça essa afirmação, é assim que às vezes tratamos o dinheiro. O dinheiro, apesar de não ser uma pessoa, é uma energia que paira no universo; já foi sal, búzios, ouro, bois, terras, papel, e hoje são dados digitais, mas é a mesma energia de prosperidade material. Aqueles que tratam essa energia como uma maldição são afastados dela. Ela não aceita desaforo, não aceita idolatria excessiva, não aceita falsidade. Ela quer ter certeza de que você vai usá-la com inteligência, sabedoria e respeito para promover o bem.
Quando o dinheiro está em nossas mãos, é a coisa mais bacana do mundo, mas quando está na mão de outras pessoas, desvalorizamos. É muito difícil admitir que sentimos inveja, mas se não a identificarmos em nossa vida, não poderemos tirar esse que é o sentimento que alimenta a pobreza de nossa conta bancária e de nosso espírito.
Se queremos que algo aconteça, temos que jogar para o universo, mas isso não funciona se ficarmos emitindo mensagens contraditórias. A energia do dinheiro não entende contexto. Quando você tentar explicar que sua crítica não foi ao dinheiro, mas à pessoa que estava com ele, o dinheiro já não está mais ali para te ouvir.
A vida me ensinou que a energia que gastamos reclamando das injustiças e sentindo inveja do saldo bancário dos outros é exatamente o combustível que nos levaria para a realização de nossos sonhos.