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Microfone aberto para a nova temporada do podcast "As Ruas Falam"
Nas sextas-feiras, o colunista Émerson Santos escreve sobre educação, cultura, inovação e toda a diversidade presente nas comunidades


É muito interessante acompanhar o trabalho do pessoal que, além de se dedicar a fortalecer suas comunidades com atuação nos territórios, ainda busca outras formas de ampliar as potências dessas quebradas. O digital é um lugar onde encontraram espaço para, de forma gratuita, fazer com que suas produções alcancem diferentes públicos. O podcast As Ruas Falam, da Associação da Cultura Hip Hop de Viamão, é um bom exemplo disso.
Hoje, estreia a terceira temporada desse programa, que tem um objetivo muito massa: eles abrem seus microfones para contar as histórias de lideranças comunitárias, artistas, coletivos culturais e iniciativas sociais que atuam diretamente nos territórios. Essa temporada vai ter oito episódios, que serão publicados no YouTube e no Spotify.
O As Ruas Falam é apresentado por Homer MC e Cascola ZL, dois nomes ativos na cena hip hop gaúcha. Ao longo da temporada, eles batem papo com uma galera de Viamão, Alvorada, Porto Alegre e Gravataí. O foco foi registrar narrativas reais, de pessoas que falam com propriedade sobre suas comunidades. É um trabalho também de preservação da memória popular.
Hoje, serão disponibilizados dois episódios. Sandy Kioko é a convidada que abre a temporada. Em sua fala, ela destaca a atuação das mulheres no mundo do grafite. No segundo, o ativista social Preto X traz uma aula de história. Na conversa, ele faz um resgate da trajetória do hip hop.
Se liga nos convidados:
- Episódio 1 com Sandy Kioko – hoje
Apresenta a atuação das mulheres no universo do grafite.
- Episódio 2 com Preto X – hoje
Resgate da história do hip hop e seu impacto nas comunidades.
- Episódio 3 com b-boy Vitor – 26 de janeiro
Primórdios do breaking e as oportunidades que os dançarinos estão tendo hoje.
- Episódio 4 com MC Zonézio – 26 de janeiro
MC residente em Alvorada, atua na cena como compositor e beatmaker.
- Episódio 5 com Amanda Senna – 28 de janeiro
Fala sobre a cultura popular, hip hop e arte-educação.
- Episódio 6 com Mariana Marmontel – 28 de janeiro
Integrante do coletivo Poetas Vivos.
- Episódio 7 com DJ Nezzo – 30 de janeiro
Pioneiro na cena hip hop no Estado.
- Episódio 8 com b-girl Ceia – 30 de janeiro
Episódio 5 com Amanda Senna –28 de janeiro tinga.
Destaque para a potência da cultura indígena

Ainda na linha de podcasts, outro que vale conhecer é o Nhexyrõ: artes indígenas em rede. Em sua segunda temporada, o programa traz uma variedade de temas, indo de cultura e arte a maternidade e memória. Os episódios podem ser conferidos tanto no YouTube quanto no Spotify.
Quem conduz as entrevistas são Brisa Flow e Idjahure Terena. Na frente dos microfones, a dupla recebe convidados que falam sobre os desafios e a potência criativa dos artistas de povos originários. Foram chamados para falar ativistas, artistas e educadores.
E a equipe do Nhexyrõ começa 2026 com novidade. Nessa ideia de fortalecer a cultura indígena e dar acesso ao conhecimento de forma gratuita, eles vão lançar, ainda neste mês, uma formação que ensina o idioma mbya guarani. As aulas do curso “Ayvu é fala e é amor também”, com os professores Vera Tupã e Juliana Kerexu, serão publicadas no YouTube. A data de lançamento será divulgada no Instagram do projeto.
A proposta da galera é ensinar a língua e a cultura Mbya Guarani, desde o vocabulário, gramática e formulação de frases até elementos culturais como os valores e a espiritualidade. Assim como no podcast, aqui os temas também serão variados. O curso abordará assuntos como pesca, matemática, história e memória.
E tem mais por aí
Oficinas de verão
Se liga, esta sexta-feira (23) é o último dia de inscrições para as oficinas de verão que irão rolar no Museu da Cultura Hip Hop RS. Totalmente gratuitas, as formações irão ocorrer de 3 a 13
de fevereiro, com turmas nos turnos da manhã, das 9h às 12h, e da tarde, das 14h às 17h. As opções são diversas: tem slam, workshop de DJs, customização de roupas com técnicas de grafite e danças urbanas.
São 15 vagas por turma, para pessoas de 10 a 24 anos. Para se inscrever, é preciso preencher o formulário online, disponível no Instagram do museu.
Festa para debutante
E a ONG Anjas de Batom também tem inscrições abertas. Nesse caso, é para as gurias que querem concorrer a uma festa gratuita de debutante. Meninas que fazem 15 anos em 2026 podem compartilhar por e-mail a sua história com o grupo até o dia 30. No Instagram da ONG estão todos os detalhes de como participar. Uma baita oportunidade.