Más condições
Moradores reclamam de fios soltos e buracos em rua na zona norte de Porto Alegre: "Descaso com a população"
Rua Dona Adda Mascarenhas de Moraes, no Jardim Itu, é um dos principais acessos à Avenida Baltazar de Oliveira Garcia


Moradores do bairro Jardim Itu, na zona norte de Porto Alegre, têm reclamado das más condições de uma das mais movimentadas vias da região. Fios soltos e buracos são vistos ao longo da Rua Dona Adda Mascarenhas de Moraes, uma das principais vias de acesso à Avenida Baltazar de Oliveira Garcia.
A principal reclamação dos moradores é em relação ao acúmulo de fios em alguns postes, principalmente no trecho próximo à esquina com a Rua Vitório Francisco Giordani. Segundo Andressa Belentani, 39 anos, a situação vem piorando nos últimos meses.
— Essa questão dos fios incomoda muito. Tem dias que tem um monte de fio no chão, na calçada. Os fios de ligação entre os postes estão todos arrebentados e, com qualquer vento ou chuva, a gente fica sem energia elétrica em casa — afirma Andressa.
Questionada pela reportagem, a CEEE Equatorial informou, por nota, que "realizou uma série de obras de melhorias na região da Rua Dona Adda Mascarenhas de Moraes, atendendo ao pedido de moradores". A companhia destacou ainda que "as melhorias incluíram a modernização da rede, troca de postes e outros equipamentos da rede elétrica" e que "as empresas de telecom que atuam na região já foram notificadas para que realizem a adequação da fiação e recolham os cabos inativos".
Já a Conexis Brasil Digital, sindicato das empresas de telefonia, afirmou que as prestadoras de serviços de telecomunicações associadas à entidade "seguem os padrões estabelecidos em regulamentos e normas técnicas para a instalação de fios e cabos nos postes e mantêm equipes de prontidão para manutenção permanente e atendimento de eventuais emergências".
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão que obriga a CEEE Equatorial a organizar e limpar os cabos instalados nos postes de Porto Alegre. A concessionária disse que está avaliando as medidas cabíveis, ressaltando que se trata de uma decisão preliminar e que o mérito da ação ainda está em discussão.
Buracos
Além do problema com os fios nos postes, outra reclamação frequente entre os transeuntes da Rua Dona Adda Mascarenhas de Moraes é em relação aos buracos nas calçadas e na via. No trecho entre a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia e a Avenida Bispo João Scalabrini, é possível verificar os danos no calçamento. Na esquina com a Rua Vitório Francisco Giordani, um grande buraco no entorno de um bueiro tem gerado transtornos a quem circula por ali.
— O buraco ficou tão fundo que botaram um cavalete para chamar a atenção. Muita gente que passa por aí tropeça — ressalta Protásio Nunes, 42 anos, que trabalha em uma ferragem bem em frente ao local.
Em relação ao bueiro, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), em nota, afirma que "não há nenhuma requisição de serviço em aberto na Rua Dona Adda Mascarenhas de Moraes" e que "a população pode solicitar a manutenção dos equipamentos de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana por meio do Sistema 156, na opção 2".
Na via, chama a atenção principalmente um buraco localizado na esquina com a Rua Congonhas, onde um cavalete do Dmae foi colocado para sinalização.
— Esse buraco já está aí há um tempão, cabe quase uma roda inteira de carro. É um perigo e é um descaso com a população. A Adda Mascarenhas de Moraes sempre foi uma ótima rua para caminhar ou trafegar, mas está cada vez pior — reforça Fernando Arruda, 52 anos.
Conforme nota da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), "o pavimento asfáltico da rua Adda Mascarenhas de Moraes, no bairro Jardim Itu, encontra-se em boas condições de conservação". O município cita o levantamento do sistema de Gestão Integrada de Pavimentos (Gipav-POA), que utiliza inteligência artificial para mapear e monitorar a malha viária da Capital. Segundo o estudo, 38,94% do pavimento da Adda estão em ótimas e boas condições; 49,49%, em condições regulares; e 11,55%, em mau estado.
Questionada se há uma previsão para realizar melhorias nos 11,55% da via que estão em mau estado, a SMSUrb não havia respondido até a atualização mais recente desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.