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Para começar o ano, um recado daqueles que estão no corre diário

Nas sextas-feiras, o colunista Émerson Santos escreve sobre educação, cultura, inovação e toda a diversidade presente nas comunidades

02/01/2026 - 08h00min


Émerson Santos
Émerson Santos
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Dvivulgação/Dvivulgação
Bianca Ramires, Catarina Machado, Fabiano Silveira Silva, Leandro Seré e Nira Martins Pereira.

Há pouco mais de um mês começamos esse novo espaço no DG, com o objetivo de destacar as boas iniciativas das periferias. Foi também mais um movimento do jornal para cumprir a tarefa de ser uma janela que mostra aqueles e aquelas que são os protagonistas das histórias que narramos.

E ao falar sobre esses protagonistas, particularmente, me interessam muito as trajetórias das pessoas que, no meio de suas correrias diárias, ainda encontram tempo e forças para se dedicar as suas comunidades. São chamados por muitos de liderança comunitária, por buscarem abrir portas e oportunidades para a galera de suas quebradas.

Um novo ano começou, e nele o Diário seguirá apresentando essas narrativas e levando ao público toda a riqueza das periferias. Então, para desejar um feliz 2026, convidamos algumas lideranças e representantes de organizações que já apareceram nas páginas do DG para deixarem um recado.

Bianca Ramires, Coletivo Abrigo

O que espera para 2026

Seguir trabalhan­do com comuni­cação de forma comprometida com as pessoas e com a nossa realidade, ampliando vozes e fortalecendo iniciativas que visem a transformação social. Acredito na palavra como uma ferramenta concreta de mudança. Ao Coletivo Abrigo, reafirmo meu afeto e apelo ao nosso compromisso de seguirmos firmes, cuidando uns dos outros e provando que comunidade também é uma forma de resistência. Que sigamos fazendo desse cuidado um projeto político e cotidiano. 

Recado para sua quebrada 

Deixo aqui o meu convite para que, enquanto sociedade, a gente não naturalize as desigualdades e siga construindo caminhos mais justos, juntos, pois ninguém se constrói sozinho. 

Catarina Machado, Espaço Cultural Marlon e Marcelinho 

O que espera para 2026  

Desejo novos projetos profissionais e sociais, em especial, a conclusão

do meu doutoramento em Geografias Quilombolas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde busco levar as juventudes do Quilombo dos Machado, do bairro Sarandi, para um percurso até a Pequena África no Rio de Janeiro.  

Recado para sua quebrada 

Que o ano de 2026 seja de muitas realizações, felicidades, amor e solidariedade, sobretudo com saúde, união, fortalecimento e resistência comunitária. Que sigamos juntos nos territórios lutando pelos nossos direitos, das mulheres, de nossas crianças e de jovens, ocupando lugares como a universidade, trabalho e moradia digna. Feliz Ano-Novo, Cohab Rubem Berta. 

Fabiano Silveira Silva, o Cabeça, do Instituto Cultural Rasteira na Fome

O que espera para 2026  

Em 2026, o Rasteira na Fome permanece comprometido em utilizar a capoeira como uma força transformadora, visando gerar oportunidades e combater o racismo, o machismo, a homofobia e todos os tipos de discriminação. O objetivo é criar um espaço em que indivíduos em situação de vulnerabilidade possam encontrar a força transformadora que a capoeira possui, sentindo-se pertencentes e valorizados. 

Recado para sua quebrada 

Acreditem sempre na capoeira, acreditem na sua força transformadora, nessa energia mágica que ela carrega. E honrem a nossa ancestralidade, aqueles que vieram muito antes de nós, para que possamos ter, hoje, a nossa amada capoeira como profissão, ferramenta de inclusão e filosofia.

Leandro Seré, o Tiry BFN, do Instituto Cultural Cohab É Só Rap 

O que espera para 2026 

Uma expectativa para 2026, então, é a concretização da Casa do Hip Hop, regularizada e já funcionando com os seus vários setores. Focar em deixar ela 100% construída para pôr em prática todo o seu potencial nesse próximo ano. Deixar ela top para ser um ponto de referência sobre cultura popular no Rubem Berta, fazendo esse trabalho de fomento ao hip hop. 

Recado para sua quebrada 

Mandar uma mensagem de paz, dizer que o amor é importante, que a gente precisa estar cada vez mais interligado, se organizando para poder estar viabilizando propostas de políticas públicas ou ativações na comunidade. Que possamos trabalhar com inclusão social e, ao mesmo tempo, fomentar a política pública nas periferias. 

Nira Martins Pereira, ONG Coletivo Morro da Cruz

O que espera para 2026  

Seguir fortalecendo esse trabalho do coletivo, que é sério, feito de escutas, de ação e de presença diária no território. Seguir ampliando as oportunidades para nossas crianças, nossos jovens e suas famílias.  

Recado para sua quebrada 

Dizer que não somos só carência. Nossa comunidade é uma grande potência. Então, eu tenho muito agradecimento, porque o sucesso do nosso coletivo, da nossa ONG, só existe por causa da nossa rede de apoiadores e da confiança construída, com trabalho honesto e verdadeiro que é feito diariamente. Nada disso que eu sou, que nós somos, seria possível sem a credibilidade dentro da comunidade. Então, tenho muita gratidão e desejo um feliz 2026 para todos.


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