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Energia retomada

Prefeitura começa a instalar geradores no Porto Seco após acordo para regularizar energia

Medida emergencial garante funcionamento dos barracões no pré-Carnaval

08/01/2026 - 22h25min

Atualizada em: 09/01/2026 - 00h03min


Airton Lemos
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Leandro Rodrigues/Agencia RBS
CEEE Equatorial realizou o desligamento de rede elétrica irregular na Zona Norte junto com a Polícia Civil.

A prefeitura de Porto Alegre começou  nesta quinta-feira (9) a instalação de geradores de energia no Complexo Cultural do Porto Seco, na zona norte da Capital. A medida busca garantir o funcionamento dos barracões das escolas de samba neste período pré-Carnaval, após a identificação de ligações clandestinas no local.

De forma provisória, estão sendo instalados seis geradores, dois por módulo, com capacidade para atender toda a estrutura do complexo. Segundo o Executivo municipal, os equipamentos entram em operação total a partir desta sexta-feira (10).

Em paralelo ao uso dos geradores, a prefeitura executa a infraestrutura necessária para a ligação de baixa tensão, etapa que deve permitir, já na próxima semana, o fornecimento direto de energia pela rede da CEEE Equatorial. Mesmo após essa ligação, os geradores devem ser mantidos como sistema de apoio.

O projeto definitivo prevê a instalação de rede de média tensão e a individualização do fornecimento de energia para cada barracão. A proposta estava em tramitação desde o início de 2025 e foi aprovada recentemente, atendendo às normas técnicas exigidas e reduzindo riscos de acidentes. Apesar de o Termo de Permissão de Uso do complexo ter sido concedido às entidades carnavalescas em 2022, a prefeitura assumiu a execução das melhorias.

A ação faz parte de um acordo firmado entre a prefeitura e a CEEE Equatorial, após a Operação Luminis, da Polícia Civil, que constatou irregularidades no fornecimento de energia elétrica no Porto Seco.

A investigação apontou que os 15 pavilhões do sambódromo utilizavam conexões clandestinas ligadas diretamente aos postes de iluminação pública, sem medidores. O prejuízo estimado pela polícia é de cerca de R$ 15 mil por pavilhão ao mês, totalizando aproximadamente R$ 225 mil mensais. O inquérito segue em andamento para apuração de responsabilidades.

Em nota conjunta, as ligas carnavalescas afirmaram que vêm buscando a regularização dos serviços e destacaram que mais de R$ 5 milhões já foram pagos ou renegociados em contas com concessionárias, além de ações trabalhistas.

A prefeitura reforçou que, apesar do impasse envolvendo o fornecimento de energia, o cronograma do Carnaval está mantido, com os desfiles previstos para os dias 27 e 28 de fevereiro, no Porto Seco.


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