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Bairro Bom Jesus

Uma criança morre e duas ficam feridas após laje desabar em Porto Alegre

Adulto também sofreu ferimentos. Os menores brincavam em uma piscina quando desmoronamento aconteceu

07/01/2026 - 10h03min


Vitor Rosa
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Matheus Goulart
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Duda Romagna
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Airton Lemos
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Júlia Ozorio
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Uma criança morreu e duas ficaram feridas após uma laje desabar por volta das 17h50min desta terça-feira (6) na Rua São Simão, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. As vítimas estavam em uma piscina quando o acidente aconteceu e foram socorridas e encaminhadas a hospitais da Capital.

A menina que faleceu se chamava Valentina Scalon, sete anos. Ela chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com realização de reanimação cardiopulmonar, e foi encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não resistiu, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar.

Um menino de nove anos teve alta do Hospital Cristo Redentor por volta das 23h40min. Outro menino de sete anos passou a noite em observação e foi liberado na manhã desta quarta-feira (7) do HPS. Segundo a Brigada Militar, a mãe de umas das crianças também ficou ferida e foi encaminhada ao hospital.

De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Borges, várias pessoas da mesma família moravam na casa. As três crianças tomavam banho no momento do incidente.

— A missão era o mais rápido possível retirá-los de baixo dos destroços para que pudéssemos colocá-los nas ambulâncias e levá-los para o hospital — afirmou o comandante Daniel Araújo de Oliveira, do 11º Batalhão da Brigada Militar, à Rádio Gaúcha (ouça a entrevista completa abaixo).

Segundo o Corpo de Bombeiros, a piscina estava no térreo e a laje caiu em cima dela. Já a Brigada Militar afirma que a piscina estava sobre a laje que desabou. 

A perícia esteve no local e vai apresentar o laudo técnico conclusivo sobre as circunstâncias do desabamento. A área foi isolada por segurança. A 14º Delegacia de Polícia (DP) de Porto Alegre investigará o caso.

"Ouvi um estrondo", conta vizinho

Um vizinho da residência onde aconteceu o desabamento contou que escutou um barulho e logo depois ouviu as pessoas da casa procurando pelas crianças.

— Eu ouvi um estrondo. Achei que alguém poderia ter largado alguma coisa no contêiner, mas logo em seguida eu ouvi as pessoas gritando: "Cadê as crianças? Cadê as crianças?". Aí eu corri e avisei a minha esposa. Logo que eu saí, estava um menino sendo atendido com um corte na cabeça, outro no pé. Aí eu pedi para pressionarem com um pano e, logo em seguida, já levaram ele para o atendimento — relatou o técnico em mecânica Rodrigo dos Santos Costa, 45 anos.

Ouça a entrevista com o comandante da Brigada Militar


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