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Altura, material e posição de dormir: como escolher o travesseiro ideal para ter uma boa noite de sono

Guia reúne os principais pontos para entender o que avaliar na hora da compra e como adaptar a escolha às suas necessidades

22/02/2026 - 15h05min


Carolina Dill
Assistente de conteúdo*
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Não existe um "travesseiro universal", mas sim o travesseiro ideal para cada um.

Escolher um travesseiro parece uma decisão simples, até perceber que ele pode ser o responsável tanto por uma noite de sono restauradora quanto por aquele torcicolo que insiste em aparecer pela manhã. Altura, posição em que você dorme e até o formato dos seus ombros influenciam no conforto e no cuidado com a coluna.

E, como cada pessoa dorme de um jeito, não existe um "travesseiro universal", mas sim o travesseiro ideal para cada um.

Zero Hora construiu este guia, que reúne os principais pontos de atenção para ajudar a entender o que considerar na hora da compra e como adaptar a escolha às suas necessidades e particularidades. Para isso, conversou com o chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Cristo Redentor (HCR) e membro do Projeto Educa Dor, Ericson Sfreddo, e com o chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Lucas Jacobus.

Como escolher o melhor travesseiro

O médico Ericson reforça que, antes de analisar as características do produto, é essencial observar as do próprio corpo. Não existe um modelo universal: o travesseiro ideal varia conforme a estrutura anatômica de cada pessoa e a posição em que ela costuma dormir.

O especialista Lucas Jacobus destaca também que o ponto-chave da escolha é o alinhamento da coluna cervical. O travesseiro precisa manter a cabeça na mesma linha do tronco, sem forçar o pescoço para frente, nem deixá-lo inclinado para trás ou para os lados.

Atente-se para o seu biotipo

O biotipo é importante para selecionar a altura do travesseiro porque cada corpo ocupa um espaço diferente entre o ombro e a cabeça, e esse “vão” precisa ser preenchido de forma adequada para manter a coluna cervical alinhada durante o sono. Por exemplo:

  • Ombros largos: pessoas com essa estrutura requerem travesseiros maiores e mais altos, especialmente para quem dorme de lado
  • Ombros estreitos: precisam de menos altura para manter o eixo da coluna
  • Pescoço mais longo: exige boa sustentação, normalmente alturas médias a altas
  • Pessoas menores e baixas: tendem a se adaptar melhor a travesseiros de altura baixa a média
  • Pessoas mais pesadas: tendem a preferir um modelo um pouco mais alto e  firme
  • Pessoas mais leves: podem se adaptar melhor aos mais baixos e macios

Entenda qual a sua posição de dormir

Cada posição de dormir exige um apoio diferente para manter o alinhamento. Como a cabeça assume inclinações distintas, o travesseiro deve compensar essas variações para mantê-la no mesmo eixo do tronco.

  • Dorme de lado: o travesseiro deve ajudar a manter a coluna cervical alinhada, por isso prefira os mais altos e firmes. Ele deve preencher completamente o espaço entre o ombro e a cabeça
  • Dorme de costas: o produto deve ser capaz de sustentar a cabeça sem elevá-la demais. O ideal é um travesseiro de altura média, com firmeza moderada
  • Dorme de bruços: a orientação é evitar essa posição. Mas, caso mantenha o hábito, procure um bem baixo, macio ou nenhum

Verifique a espuma e a sustentação

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Escolha do travesseiro deve alinhar conforto pessoal com orientações técnicas.

A espuma é um dos elementos que mais determinam a sustentação do travesseiro. Por isso, entender as diferenças entre os tipos disponíveis no mercado ajuda a escolher um modelo que ofereça conforto e apoio. Mais importante do que a marca ou a tecnologia é que o produto mantenha a capacidade de alinhar cabeça e pescoço até a manhã seguinte.

  • Espuma comum (poliuretano): é a mais tradicional, encontrada em diferentes densidades. Pode oferecer bom custo-benefício, mas perde a forma mais rápido
  • Viscoelástico (memory foam): molda-se ao contorno da cabeça. Oferece boa sustentação, porque distribui a pressão e mantém a curvatura natural do pescoço
  • Látex: destaca-se pela firmeza e pela sustentação uniforme. Costuma ser mais caro
  • Pena/pluma: são bem macios, mas oferecem pouco suporte

Teste a capacidade de manter a forma durante a noite

O atributo do travesseiro de manter a forma, de voltar ao formato inicial após o uso e também de não deformar ao longo dos meses, é uma característica a ser considerada.

Essa capacidade é percebida quando o usuário muda de posição ou no dia seguinte. É uma medida de durabilidade e estabilidade do material, não necessariamente de apoio.

  • Um travesseiro de látex, por exemplo, costuma manter a forma muito bem e oferecer boa sustentação
  • Já um travesseiro de pluma, apesar de macio e aconchegante, mantém pouco a forma e oferece baixa sustentação 
  • O viscoelástico (memory foam) retorna de modo mais lento, mas oferece boa sustentação para muita gente

Alergias e sensibilidade

Pessoas com rinite, asma ou sensibilidade a ácaros, poeira e fungos se beneficiam de modelos feitos com materiais hipoalergênicos e com capas antiácaros

E para crianças, a escolha é diferente?

Neste caso, de acordo com o ortopedista Lucas Jacobus, é interessante fazer algumas distinções. Em crianças, o foco é mais em segurança e no conforto:

  • Bebês não devem usar travesseiro. A recomendação é superfície firme e plana, por segurança
  • Crianças pequenas podem usar travesseiros baixos e simples, apenas para conforto
  • Não há necessidade de modelos anatômicos sofisticados ou tecnologia específica
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A maioria dos travesseiros precisa ser substituída a cada 1 a 2 anos

Preferências pessoais também importam

Outro ponto fundamental é considerar as preferências individuais na hora de escolher o produto. Isso porque, mesmo que ele seja tecnicamente adequado, se não proporcionar a sensação de bem-estar ao deitar, dificilmente haverá descanso pleno.

Por isso, a escolha ideal deve aliar ajuste técnico com conforto subjetivo.

Observe características essenciais na hora da compra

Antes da compra, procure se fazer algumas perguntas para acertar na escolha:

  • O travesseiro mantém a cabeça alinhada com a coluna?
  • A altura está adequada ao biotipo e à posição de dormir?
  • Oferece sustentação sem ser desconfortável? 
  • Tem retorno lento, rápido ou é maleável?

Quando trocar?

Mesmo o travesseiro ideal não dura para sempre. A maioria precisa ser substituída a cada um a dois anos. Além disso, há sinais de que é hora de trocar, como perda de altura, deformações, odores e incômodo ao acordar.

E o preço?

Estes produtos podem ser encontrados facilmente em lojas físicas ou online, em redes de varejo e em estabelecimentos especializados em cama, mesa e banho.

No Brasil, o preço médio de um travesseiro varia entre R$ 40 e R$ 120 para a maioria dos modelos usados no dia a dia. Contudo, há produtos “premium” que naturalmente ultrapassam os R$ 150.

*Sob supervisão de Lou Cardoso


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