SEU PROBLEMA É NOSSO
Alunos da UFRGS buscam apoio para competir nos EUA
Estudantes de Direito da UFRGS arrecadam recursos para representar o Brasil em disputa internacional em Washington


Um grupo de nove estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) busca apoio financeiro para representar o Brasil na etapa internacional da Philip C. Jessup International Law Moot Court Competition, considerada a maior competição acadêmica de direito internacional do mundo. A fase decisiva ocorre no fim de março, em Washington, nos Estados Unidos, reunindo equipes de quase 100 países.
A UFRGS garantiu a vaga após se classificar nas rodadas nacionais, realizadas em São Paulo. Além da universidade gaúcha, apenas outras três instituições brasileiras – a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – avançaram para a fase internacional.
Entre os classificados está a estudante Fernanda Zanesco Moehlecke, 22 anos, aluna do nono semestre do curso de Direito e uma das oradoras da equipe. Ela explica que a competição simula julgamentos na Corte Internacional de Justiça, principal tribunal das Nações Unidas.
– A gente faz uma simulação da Corte Internacional de Justiça, representando os dois lados do caso: quem propõe a ação e quem faz a defesa. Primeiro elaboramos os memoriais escritos e depois participamos das rodadas orais, em que simulamos o julgamento perante juízes – relata.
Temas atuais
Os casos desta edição envolvem temas atuais do direito internacional, como a intervenção de Estados na Corte Internacional de Justiça, os direitos de povos indígenas diante de grandes projetos de mineração e a aplicação de princípios gerais do direito internacional.
A professora Tatiana Cardoso Squeff, docente de Direito Internacional da UFRGS, destaca o caráter formativo da experiência.
– Os alunos são preparados para atuar como se representassem um Estado perante a Corte Internacional de Justiça, o que proporciona uma vivência prática rara na graduação e uma formação altamente qualificada em direito internacional – afirma.
A UFRGS não chegava à etapa internacional da competição desde 2004, o que torna a classificação especialmente simbólica para a universidade. A equipe é formada por quatro oradores e cinco pesquisadores, incluindo estudantes de diferentes semestres. Para Fernanda, a participação tem impacto que vai além da experiência individual.
– Depois de tantos anos, ver a UFRGS novamente na maior competição de direito internacional do mundo é muito significativo. Para nós, estudantes, é uma oportunidade única de crescimento acadêmico e profissional e também de mostrar a força da universidade e da pesquisa desenvolvida aqui – avalia.
Como ajudar
Sem apoio institucional para custear a viagem, os estudantes criaram uma vaquinha online para arrecadar recursos destinados principalmente à hospedagem da delegação em Washington. A meta é de R$ 35 mil, para cobrir os custos dos nove integrantes durante cerca de 10 dias nos Estados Unidos. Saiba como apoiar:
/// Vaquinha: gzh.digital/Vakinha
/// Pix: 5956000@vakinha.com.br
* Com orientação e supervisão de Émerson Santos