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Alunos da UFRGS buscam apoio para competir nos EUA

Estudantes de Direito da UFRGS arrecadam recursos para representar o Brasil em disputa internacional em Washington

27/02/2026 - 12h13min

Atualizada em: 27/02/2026 - 13h35min


Henrique Moreira
Henrique Moreira
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Fernanda Zanesco Moehlecke/Arquivo Pessoal
Na etapa nacional, em São Paulo, eles garantiram vaga para fase internacional.

Um grupo de nove estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) busca apoio financeiro para representar o Brasil na etapa internacional da Philip C. Jessup International Law Moot Court Competition, considerada a maior competição acadêmica de direito internacional do mundo. A fase decisiva ocorre no fim de março, em Washington, nos Estados Unidos, reunindo equipes de quase 100 países.

A UFRGS garantiu a vaga após se classificar nas rodadas nacionais, realizadas em São Paulo. Além da universidade gaúcha, apenas outras três instituições brasileiras – a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) – avançaram para a fase internacional.

Entre os classificados está a estudante Fernanda Zanesco Moehlecke, 22 anos, aluna do nono semestre do curso de Direito e uma das oradoras da equipe. Ela explica que a competição simula julgamentos na Corte Internacional de Justiça, principal tribunal das Nações Unidas.

– A gente faz uma simulação da Corte Internacional de Justiça, representando os dois lados do caso: quem propõe a ação e quem faz a defesa. Primeiro elaboramos os memoriais escritos e depois participamos das rodadas orais, em que simulamos o julgamento perante juízes – relata.

Temas atuais

Os casos desta edição envolvem temas atuais do direito internacional, como a intervenção de Estados na Corte Internacional de Justiça, os direitos de povos indígenas diante de grandes projetos de mineração e a aplicação de princípios gerais do direito internacional.

A professora Tatiana Cardoso Squeff, docente de Direito Internacional da UFRGS, destaca o caráter formativo da experiência.

– Os alunos são preparados para atuar como se representassem um Estado perante a Corte Internacional de Justiça, o que proporciona uma vivência prática rara na graduação e uma formação altamente qualificada em direito internacional – afirma.

A UFRGS não chegava à etapa internacional da competição desde 2004, o que torna a classificação especialmente simbólica para a universidade. A equipe é formada por quatro oradores e cinco pesquisadores, incluindo estudantes de diferentes semestres. Para Fernanda, a participação tem impacto que vai além da experiência individual.

– Depois de tantos anos, ver a UFRGS novamente na maior competição de direito internacional do mundo é muito significativo. Para nós, estudantes, é uma oportunidade única de crescimento acadêmico e profissional e também de mostrar a força da universidade e da pesquisa desenvolvida aqui – avalia.

Como ajudar

Sem apoio institucional para custear a viagem, os estudantes criaram uma vaquinha online para arrecadar recursos destinados principalmente à hospedagem da delegação em Washington. A meta é de R$ 35 mil, para cobrir os custos dos nove integrantes durante cerca de 10 dias nos Estados Unidos. Saiba como apoiar:

/// Vaquinha: gzh.digital/Vakinha

/// Pix: 5956000@vakinha.com.br


* Com orientação e supervisão de Émerson Santos





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