Notícias



Sobre rodas

Aposentada viaja em trailer pelo litoral do RS acompanhada da neta e da cadela: "Isto é um vício"

Veículo em que Vani Neves da Rosa, 73 anos, veraneia está na Praça do Farol, perto da beira-mar em Capão da Canoa

09/02/2026 - 11h00min


Kathlyn Moreira
Kathlyn Moreira
Enviar E-mail
Renan Mattos/Agencia RBS
Vani e a cadelinha de estimação Charlote.

Quem passa pela Praça do Farol, perto da beira-mar em Capão da Canoa, no Litoral Norte, já deve ter notado um pequeno trailer estacionado entre os veículos. É o local de veraneio da professora aposentada Vani Neves da Rosa, 73 anos.

Apaixonada por viagens e com espírito aventureiro, a moradora de Canoas, na Região Metropolitana, divide o espaço de poucos metros quadrados com a neta, de 10 anos, e a carismática cadelinha de estimação Charlote, de seis.

No litoral gaúcho desde janeiro, Vani relata que, pelo menos uma vez ao ano, também passa por Gramado, na Serra. Ela gosta ainda de passear por Santa Catarina, para aproveitar as lojas. Foi por lá que adquiriu o trailer, há cerca de cinco anos, pensando em explorar novos destinos.

—  Eu comprei em São João do Sul, Santa Catarina, e era só um esqueletão. Claro, foi um bom dinheiro. O cara não queria abrir mão, mas vendeu para nós. E aí eu comecei a fazer do meu jeito — relembra a veranista, que é natural de Taquari, onde o marido ainda mantém a chácara da família.

Mesmo com espaço limitado, o trailer é bem equipado com cozinha, armários e geladeira, permitindo que a família faça as refeições ali mesmo. Já a mesa com estofados se transforma em cama para dormir à noite.

Além disso, ainda há um banheiro com chuveiro integrado. Para lidar com os dias mais quentes, avó e neta usam um ventilador ou colocam as cadeiras de praia na rua para aproveitar a praça.

—  A gente gosta muito daqui porque é um lugar que não se vê nada que vá deixar a gente preocupada. É um lugar calmo, acolhedor — destaca Vani, acrescentando que quem dirige para fazer os deslocamentos do trailer é o genro.

Apesar de não serem fãs de mergulhar no mar, as duas viajantes gostam de ir para a areia durante o dia. Já à noite, a programação é chamar outros parentes que têm apartamento em Capão para visitar o comércio no centro.

Para finalizar a rotina, a parada final é uma tradição do passeio: tomar sorvete em um dos bufês mais tradicionais da cidade.

—  Ó, eu vou te contar. Dava para botar na caderneta de poupança o que a gente gasta ali! Eu me controlo um pouco porque, na minha idade, tem que controlar as doçuras, né? Mas aí tem que levar a neta, então a gente também tem uma amizade muito boa ali — brinca Vani.

Quem também faz parte dos passeios é a cadelinha Charlote, que cativa outros frequentadores da praça e do centro com seu jeito dócil. A professora aposentada se diverte contando que, se a pet está junto, todo mundo precisa parar para socializar.

— Ela chama a atenção de todo mundo. Então, se não quiser dar conversa para ninguém, não leve a Charlote junto, porque a Charlote é o intermediário. Chega, faz amizade e a gente se sente até constrangida de não conversar — comenta Vani.

Nos últimos quatro anos, a mascote já se acostumou com a dinâmica das viagens e não exige muito. De acordo com a idosa, Charlote não se importa com a acomodação, desde que participe da programação. E ainda terá muitos passeios pela frente, porque com disposição e sorriso, Vani já decretou:

— Enquanto Deus me der vida e saúde, eu pretendo melhorar bem esse trailer aí ou vender e comprar um melhor que esse. Porque é muito gostoso. Olha, isto é um vício!

Últimas Notícias