Área urbana
Calor favorece aparições de animais silvestres nas cidades; saiba o que fazer quando encontrá-los
Em janeiro, 77 animais foram atendidos no Hospital Veterinário da UPF. Orientação é que população não manuseie os bichos por conta própria


Época de reprodução de várias espécies, o verão favorece a presença de animais silvestres na área urbana. São aves, mamíferos e répteis que, em busca de alimento ou acidentalmente, acabam deixando o habitat natural e tornam-se vulneráveis nas cidades.
Em alguns casos, as espécies são resgatadas: só em janeiro deste ano, 77 animais foram atendidos no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF). Grande parte são aves e filhotes que chegaram ao local após atropelamentos, ataques de cães e gatos ou apreensões — entre eles tucanos, quatis e corujas.
Em termos de comparação, mais de 700 animais silvestres foram recolhidos em contextos semelhantes pelo 3° Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM) ao longo de 2025, nos 48 municípios atendidos pelo pelotão de Passo Fundo.
No entanto, ainda que parte dos bichos estejam machucados, uma parcela não necessita de intervenção humana:
— Recomendamos que o animal seja observado para verificar se ele não está apenas de passagem. Alguns estão habituados a viver em meio urbano e, muitas vezes, estão descansando ou buscando alimento — explica o médico veterinário da UPF, Luiz Pedrotti.
Ainda assim, a orientação do 3° Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM) é que os policiais sejam acionados para realizar o resgate adequado das espécies selvagens.

— Nós temos profissionais habilitados com técnicas de manejo e equipamentos de proteção individual. A indicação é que a gente seja acionado para a captura e encaminhamento com a maior segurança possível — recomenda o comandante do 3º BABM, Jarbas Luiz Bohrer.
O manuseio por pessoas sem treinamento pode apresentar risco em caso de ferimentos, mordidas e zoonoses. A população pode acionar a polícia ambiental pelo telefone (54) 3335-8350.
Quando não é possível voltar à vida selvagem
Apesar do retorno ao habitat natural ser sempre o principal objetivo após o resgate de animais silvestres, muitos bichos não conseguem retornar ao meio ambiente, seja por lesões graves ou por já não terem capacidade de adaptar-se à vida selvagem.
Nesses casos, muitos passam a residir no Centro de Acolhimento de Primatas e Aves (Primaves). O local abriga atualmente 108 espécies diferentes entre aves, mamíferos e répteis.
Aqueles que chegam ao Primaves são vítimas de tráfico, posse ilegal, atropelamento, tiro, choque elétrico e até ataque de animais domésticos. O espaço também recebe animais que ficaram órfãos.
O centro funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h30, e nos finais de semana e feriados, das 14h às 18h, com ingresso no valor de R$ 25 para adultos e R$ 20 para crianças.
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