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Enfim, o refresco

Chuva chega ao RS: veja como e quando o calor vai diminuir na sua região

Previsão indica virada gradual no tempo, começando pelo sul do Estado, com queda acentuada dos termômetros em algumas áreas e alívio mais lento em outras

06/02/2026 - 15h52min


Leonardo Martins
Leonardo Martins
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Gabriel Veríssimo/Agencia RBS
Em Pelotas, tempo se arma para a chuva.

Depois de vários dias consecutivos de temperaturas acima da média, o tempo no Rio Grande do Sul começa a entrar aos poucos em um novo padrão. Na Região Sul, a chuva já chegou, conforme indicavam os meteorologistas.

A onda de calor que domina o Estado desde o início da semana atinge o pico nesta sexta-feira (6), mas já deu sinal claro de enfraquecimento com a chegada da frente fria a partir da fronteira com o Uruguai.

Além disso, o Rio Grande do Sul tem três novos alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que indicam "perigo potencial" de tempestade e declínio de temperatura a partir de sábado (7) – quando termina o comunicado vermelho de elevação da temperatura.

A redução do calor, no entanto, não ocorre de forma igual em todas as regiões nem ao mesmo tempo. Em alguns pontos, a queda nas máximas será expressiva em 24 horas; em outros, o alívio será mais gradual.

Por que o calor vai diminuir agora?

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o que sustenta a onda de calor é um bloqueio atmosférico que mantém o ar seco, o céu aberto e dificulta a formação de chuva. Esse bloqueio começa a perder força com o avanço de uma frente fria vinda da Argentina e do Uruguai.

— Nesta sexta-feira, o calor segue muito forte até o meio da tarde. Da tarde para a noite, a frente fria começa a mudar o tempo e traz um refresco — explica o meteorologista do Inmet Marcelo Schneider.

Esse sistema provoca aumento da nebulosidade, pancadas de chuva, rajadas de vento e queda gradual das temperaturas, além de elevar a umidade do ar, que vinha em níveis críticos.

Laura Cosme/Agência RBS
Em Rio Grande, no sul do Estado, sexta-feira tem muita nebulosidade e pancadas de chuva.

Sexta ainda é de calor intenso

Mesmo com a mudança no horizonte, a sexta-feira ainda é marcada por temperaturas elevadas em praticamente todo o Estado. 

Em várias regiões, os termômetros passam dos 35ºC, especialmente no Oeste, no Noroeste e na Região Metropolitana.

Em Porto Alegre, por exemplo, a máxima chega a 36ºC. Em Santa Rosa e Uruguaiana, os valores ficam próximos de 37ºC

Santa Maria alcança 35ºC, enquanto Passo Fundo e Caxias do Sul, apesar de apresentar clima mais ameno, ainda registram calor acima do padrão.

Onde o calor cai mais rápido?

As primeiras regiões a sentir uma queda mais consistente nas temperaturas são o Sul, a Campanha, o Litoral e também a Região Metropolitana, justamente onde a frente fria avança primeiro e a chuva aparece ainda nesta sexta-feira.

Em Pelotas, a máxima cai de 29ºC na sexta para 26ºC no sábado (7). No Litoral Norte, o contraste é ainda mais acentuado: Capão da Canoa sai de 31ºC para 22ºC em apenas um dia, reflexo direto da maior nebulosidade e da chuva persistente no começo do sábado.

Na Região Metropolitana, a queda é uma das mais expressivas do Estado. Em Porto Alegre, a máxima despenca de 36ºC nesta sexta-feira para 25ºC no sábado, uma redução de 11ºC em 24 horas.

Na Serra, o alívio também é marcante. Em Caxias do Sul, a máxima cai de 31ºC para 21ºC, acompanhada de chuva forte durante a manhã de sábado.

Interior ainda sente calor, mas com alívio

No Centro, Norte, Noroeste e Fronteira Oeste, o calor não desaparece de imediato, mas perde força

Santa Maria, que atinge 35ºC na sexta, não passa dos 26ºC no sábado. Em Passo Fundo, a máxima cai de 32ºC para 27ºC. Em Santa Rosa, a redução é de 37ºC para 28ºC.

Uruguaiana, na Fronteira Oeste, ainda mantém temperaturas elevadas no sábado, com máxima de 31ºC, mas já bem abaixo dos valores extremos registrados nos dias anteriores.

Por que o resfriamento não é instantâneo?

Mesmo com a chuva e a entrada de ar mais frio, o resfriamento não ocorre de forma abrupta em todos os locais. O solo seco e muito aquecido demora a perder calor, e áreas urbanas tendem a reter temperatura por mais tempo devido ao concreto e ao asfalto, fenômeno conhecido como ilha de calor urbana.

Por isso, embora as máximas caiam de forma significativa, a sensação de abafamento pode persistir em alguns momentos, especialmente logo após a virada do tempo.

Fim da onda de calor e cenário para o fim de semana

Com a mudança no padrão atmosférico, o sábado e o domingo (8) devem marcar o fim do período de calor extremo no Rio Grande do Sul.

As temperaturas ficam mais próximas da média para o verão, a umidade do ar sobe e as noites voltam a ser menos desconfortáveis.

O alívio, esperado há dias pelos gaúchos, finalmente chega, ainda que de maneira desigual entre as regiões, mas suficiente para encerrar um dos episódios mais intensos de calor deste verão.

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