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Solidariedade 

Combate ao câncer infantil: como ONG gaúcha auxilia na luta contra a doença em todo o país

Projeto "Mãos que Ajudam" beneficia hospitais em diferentes regiões, com investimentos em equipamentos, capacitações e infraestrutura

15/02/2026 - 16h11min


Sofia Lungui
Sofia Lungui
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Arthur Castro/SES-AM
Primeira entrega foi em junho de 2025, na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Referência nacional no tratamento de crianças e adolescentes, o Instituto do Câncer Infantil (ICI) celebra, neste domingo (15), Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, o projeto "Mãos que Ajudam". A iniciativa da ONG gaúcha vem contribuindo na luta contra a doença em todo o país, promovendo investimentos, melhorias e capacitações para ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento em diversos Estados. 

Junto ao Ministério da Saúde, o instituto realizou mapeamento dos 175 hospitais cadastrados na rede para entender a realidade de cada um e suas necessidades. Em parceria com a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o projeto deve beneficiar pelo menos 10 instituições de saúde em diversas regiões do país, investindo em infraestrutura, equipamentos e recursos hospitalares. 

A primeira entrega foi em junho de 2025, na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). A doação equipou a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e o laboratório da nova unidade de oncologia pediátrica da fundação, com destaque para a aquisição de 15 ventiladores pulmonares. Não foram divulgados os valores dos investimentos.

A nova estrutura vai centralizar o atendimento no Hemoam, com ambulatório, enfermaria e UTI pediátrica, totalizando cerca de cem leitos dedicados ao público infantojuvenil. O projeto começou a ser elaborado em 2024.  

No momento, o foco da ONG é nas regiões com menos recursos hospitalares para o atendimento ao câncer infantil, como Norte e Nordeste. Na avaliação do diretor executivo e fundador do ICI, Algemir Brunetto, a expertise da entidade pode contribuir com todo o país

— O projeto nos trouxe o aprendizado de que nesse nosso país continental existem muitas diferenças. Mas não importa o endereço, a criança com câncer precisa ser atendida em um hospital que lhe garanta melhores chances de cura. É uma oportunidade única no país para conquistarmos uma rede nacional mais ampla, qualificada, e poder avançar nos índices de cura.  

Atualmente, no Amazonas, por exemplo, são registrados cerca de 152 novos casos de câncer infantojuvenil por ano, mas apenas metade é diagnosticada e atendida, com muitos pacientes sendo encaminhados a hospitais que não contam com especialistas em oncologia pediátrica. Ou ainda, com as dificuldades de deslocamento, acabam sofrendo com o diagnóstico tardio. 

Novas iniciativas

O “Mãos que Ajudam” possui projetos em andamento em diferentes regiões, beneficiando hospitais que já existem e até construindo novas estruturas de atendimento. Em maio de 2026, deve ser inaugurado o Hospital da Liga Contra o Câncer de Natal, no Rio Grande do Norte. 

O novo hospital oncológico será dotado de equipamentos modernos e UTI pediátrica, atendendo à demanda na região. Em Belém (PA), o Hospital Octávio Lobo foi fortalecido em 2025 com tomógrafo, equipamentos para ampliar a UTI pediátrica, e bloco cirúrgico. 

— Buscamos desenvolver projetos que tenham impacto e benefício para o maior número possível de pacientes, e que tenha sustentabilidade — ressalta o diretor do ICI. 

Veja os projetos comtemplados 

  • Fundação Hemoam – Manaus (AM) 
  • Hospital Octávio Lobo – Belém (PA) 
  • Hospital Varela Santiago – Natal (RN)
  • Hospital Infantil Albert Sabin – Fortaleza (CE) 
  • Hospital Luiz Antônio da Liga Norte Riograndense de Combate ao Câncer – Natal (RN) 
  • Hospital da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer – Mossoró (RN) 

Para mapear os hospitais e regiões a serem beneficiadas, o ICI leva em consideração uma série de fatores, como habilitação em oncologia pediátrica, localização estratégica dentro da rede estadual e o atendimento pelo Sistema Único de Saúde de crianças e adolescentes com câncer. 

O objetivo é garantir a sustentabilidade da expansão dos serviços. A seleção das instituições é realizada por um comitê gestor do projeto, formado por representantes do ICI e de empresas e instituições parceiras. 

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