Coluna da Maga
Magali Moraes e o banho de mar
Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho


Hoje em dia falam tanto em colágeno, botox, laser, preenchimento e maneiras de reverter a idade. Também falam em rotina de treinos, esportes, músculos, detox, comida saudável, vida fitness. Mas pouco se fala em outras formas de rejuvenescer e de ganhar vitalidade física. O banho de mar, por exemplo. Sabia que na Suécia os médicos estão prescrevendo contato com a natureza e viagens (o que não se acha em farmácia) pra tratar a saúde mental e gerar bem-estar?
Voltando aqui pros Trópicos. Mesmo morando boa parte do tempo na praia, fazia uma eternidade que eu não tomava banho de mar. Um baita banho, aliás, em um dia quente e ensolarado. Com o mar limpo e a espuma branquinha, o que não é comum no nosso litoral. Um banho de mar como deve ser, de lavar a alma. Não só molhar os pés e as pernas. Mergulhar, engolir água, se jogar na próxima onda, se divertir e se sentir com 20 anos a menos. Ih, vai molhar o cabelo. E daí?
Julgamento
Foi uma experiência transformadora. Ou fui eu que me transformei lá dentro. Por que mesmo deixei de entrar no mar? O horário errado de ir na praia. O tal do cabelo recém lavado. O julgamento estético e a vergonha de se expor de maiô (imagina se fosse de biquíni). As tarefas e compromissos que me faziam adiar esse momento lúdico e prazeroso. Dar um belo mergulho e não ter pressa de sair do mar. Lembrei agora que eu gostava. Perdi o hábito ou me perdi na personagem?
Quando eu estava furando onda naquele marzão perfeito, esqueci da adulta que sou. Da lista do súper. Do conserto da porta. Dos boletos. Do trabalho. Do que os outros esperam de mim. Espera um pouco, vida. Enfim, estou tomando banho de mar. De corpo inteiro, com direito a massagem das ondas fortes. Dizem que água salgada cura tudo. Das lágrimas, deixa quieto. Do suor, nunca suei tanto. Faltava a do mar. Não vou abandonar as idas no pôr do sol e nas caminhadas. Só quero é me jogar. Tchibum!