Coluna da Maga
Magali Moraes e o cheiro do lixo
Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho


Chique é o lixo seco, que não tem cheiro ruim. Isso se ele for separado da maneira correta. Você sabe, basta uma pizza engordurada pra que a embalagem não possa mais ser reciclada. E aí o lixo seco inteiro ganha uma fragrância de calabresa com quatro queijos nada agradável no dia seguinte. É sobre isso, a perfumaria que ninguém quer sentir no ar. Também não estamos na época de nariz entupido. São inúmeras desvantagens, mas bloqueia aromas indesejados.
Pobre do lixo orgânico, que não tem opção a não ser receber de braços abertos os mais variados resíduos que produzimos no dia a dia. Comer saudável gera odores duvidosos no descarte. Cascas de maçã e banana estão na categoria limpinha, e passam despercebidas no abre-e-fecha da tampa. A casca da laranja, cítrica e cheirosa, até perfuma positivamente. Já não se pode pode dizer o mesmo de certos legumes e verduras. A rúcula e o brócolis, por exemplo, viram arma química no lixo.
Desavisados
E quem chama tele entrega de sushi pro jantar? Afeta o bom dia. A caminho do café da manhã, os desavisados entram na cozinha e se perguntam: alguém jantou gambá na noite passada? Melhor não abrir o lixo pra não impregnar o ambiente. O molho de shoyo que sobrou na embalagem se mistura à morrinha de peixe cru e mergulha fundo nas nossas narinas. É o mal da categoria. Os restos mortais de frutos do mar precisam de muita água antes de serem descartados.
Até quem ama queijo vai concordar que a casca do parmesão e o que sobrou do gorgonzola também geram um odor dominante. Ao contrário da borra de café, que segue aromática. E como a gente gera lixo, hein? As caixas e sacos das entregas de compras online são assunto pra outra coluna. Quanto papelão e papelzinho, quanto plástico e etiqueta colada, quanto descarte. Um beijo pra turma do DMLU que recolhe o lixo orgânico e o seletivo. Vocês merecem o nosso muito obrigada todos os dias.