Coluna da Maga
Magali Moraes: em pleno Carnaval
Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho


A segunda de Carnaval é um dia estranho, e eu posso provar. Na teoria, ela não é feriado. Na prática, quem consegue se concentrar e trabalhar nessas 24h cercadas de glitter, confete e serpentina? Até quem não cai na folia e passa longe de fantasias e marchinhas simpatiza com os bloquinhos de rua, as rainhas da bateria, os trios elétricos e a Sapucaí. O estado de espírito é carnavalesco. Estamos todos juntos na vibe do feriadão, e isso é pura alegria. Cada um que pule como quiser.
Carnaval é sinônimo de liberdade, então você decide se quer pular no salão do clube, pular na estrada, pular refeições, pular essa coluna, pular pro final do livro, pular pro próximo episódio da série, pular no pescoço da rotina. Só não pode pular os limites do respeito: não é não, sabe aquele recadinho óbvio pra quem acha que a masculinidade pode tudo? Aproveita e relê o parágrafo acima. É sobre alegria, jamais assédio.
Turma
Em pleno Carnaval, tem gente que não tá nem aí pro Alalaô. É a minha turma. Nada contra os foliões, inclusive admiro a disposição. O que me interessa mesmo é a folga. Quatro dias e meio de descanso. Nesse caso, a segunda-feira é parte fundamental. Sem ela, o sábado e o domingo seriam apenas um final de semana normal - e não a primeira metade do feriadão. É onde a coisa embala. Daí a segunda parece sábado, o domingo nem parece domingo, e a gente se perde no calendário.
O que sobra pra quarta de cinzas? O nome já diz, ela é o fim da festa. Junte o que sobrou de você, renasça das cinzas e lute pra tirar o glitter da pele. A quarta é um divisor de águas, emocionalmente o ano começa a partir dela. Que responsabilidade, hein. É o dia em que a maioria volta ao trabalho no início da tarde, volta à realidade, volta já pensando no próximo feriado. Os ovos de Páscoa por aí indicam que logo é Sexta-feira Santa. Enquanto isso, bora se divertir muito nesse Carnaval.