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Acima da capacidade

Superlotação no Hospital de Clínicas de Porto Alegre ameaça realização de cirurgias eletivas 

Outras instituições da Capital também operam com restrições na manhã desta segunda-feira 

24/02/2026 - 10h18min

Atualizada em: 24/02/2026 - 12h29min


Maria Stolting
Maria Stolting
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Clovis Prates/HCPA
Emergência da instituição opera com restrições desde sexta-feira.

O aumento da superlotação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) ameaça a realização de cirurgias eletivas na instituição nesta segunda-feira (23). 

Segundo o HCPA, mesmo restringindo atendimentos a casos de risco extremo desde a última sexta-feira (20), a superlotação na emergência da instituição se agravou durante o final de semana — passou de 148 para 157 pacientes internados. 

Até o final da manhã desta segunda, o HCPA não havia restringido a realização deste tipo de procedimento.

Segundo o hospital, a demanda muito maior do que a capacidade do setor causa o remanejo de profissionais e materiais para a emergência. Assim,  compromete o andamento das atividades de outras áreas, como a realização de cirurgias eletivas. 

A emergência adulta do hospital atua na manhã desta segunda com 315% de ocupação, conforme o painel da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. Na noite de domingo (22), os 157 pacientes estavam em atendimento nos 56 leitos da emergêmcia.

A orientação do Clínicas é de que a população procure as unidades de pronto atendimento e as unidades básicas de saúde de Porto Alegre (leia a nota abaixo).

Cenário se repete

A situação se repete em outras instituições de saúde da Capital. Na Santa Casa de Porto Alegre, a superlotação é considerada praticamente permanente. Na manhã desta segunda (23), 70 pacientes estavam internados na emergência SUS, que possui 28 leitos.

A Santa Casa está recebendo apenas pacientes com risco de morrer ou encaminhados pelos órgãos públicos de saúde. A decisão considera a infraestrutura e a capacidade operacional do espaço (leia a nota do hospital abaixo).

Já a emergência SUS do Hospital São Lucas enfrenta superlotação de 300%. São 30 pacientes internados para 10 leitos, e são atendidos apenas casos de alto risco que chegam por encaminhamento. A recomendação é que a população busque outros serviços de emergência da Capital (leia a nota abaixo).

Confira notas dos hospitais

Hospital de Clínicas de Porto Alegre

A situação de superlotação na Emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) pode impedir a realização de cirurgias e procedimentos eletivos na instituição. Mesmo restringindo atendimentos a casos de risco extremo desde sexta-feira (20), quando havia 148 pacientes internados, na noite deste domingo 157 pacientes estão em atendimento.

Essa situação pode causar risco assistencial, sobrecarga nos profissionais de saúde e atrasos nos atendimentos, decorrentes de uma demanda que é muito maior do que a capacidade do setor. Além disso, o remanejo de recursos humanos e materiais para a Emergência compromete a realização das atividades em outras áreas, como cirurgias eletivas.

Por essas razões, o HCPA solicitou a restrição de novos encaminhamentos para a central de regulação e reforça o apelo para que a população procure as Unidades de Pronto Atendimento e Unidades Básicas de Saúde.

Santa Casa de Porto Alegre 

A Santa Casa de Porto Alegre informa que, diante de risco assistencial que compromete a segurança dos pacientes, a Emergência SUS para atendimento adulto está temporariamente restrita, recebendo apenas pacientes com risco de vida ou encaminhados pelos órgãos públicos de saúde. A decisão considera a infraestrutura e a capacidade operacional do espaço.

Hospital São Lucas da PUCRS 

Devido à alta demanda de atendimento, a Emergência SUS do Hospital São Lucas enfrenta superlotação de 300% (10 leitos) na manhã desta segunda-feira (23/2), operando acima de sua capacidade de atendimento.  

Para preservar a segurança dos pacientes, a Instituição informa com frequência à SMS e SES sobre a situação, e neste momento atende apenas casos de alto risco encaminhados. Pedimos a compreensão da população para que busquem outros serviços de emergência da Capital e, em casos mais simples, que se dirijam a Unidades Básicas de Saúde ou de Pronto Atendimento (UPA).




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