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Tempo severo

"Um redemoinho chegou a se formar": temporal causa alagamentos, destelhamentos e queda de postes no sul do Estado

Tempestade atingiu municípios como Pelotas, Rio Grande, Chuí e Jaguarão; não há registro de feridos ou desabrigados

13/02/2026 - 11h49min


Joanna Manhago
Joanna Manhago
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Sabrina Krumreich/Imagens cedidas
Vídeo que viralizou nas redes sociais foi avaliado pelo meteorologista William Coelho, do CIEX.

A tempestade registrada na manhã desta quinta-feira (12) provocou alagamentos, destelhamentos, queda de árvores e de postes em municípios da região sul do Estado. As ocorrências foram informadas pelas coordenadorias municipais de Defesa Civil de Pedras Altas, Chuí, Jaguarão, Rio Grande e Pelotas. Até o momento, não há registro de pessoas feridas, nem de desabrigados ou desalojados.

De acordo com o Centro de Monitoramento de Eventos Climáticos Extremos (CIEX) da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), a instabilidade foi provocada por um sistema de baixa pressão associado a uma frente fria posicionada sobre o Oceano Atlântico, combinado ao escoamento de ar quente e úmido sobre o continente.

— Essas condições contribuíram para a formação de tempestades isoladas, e posteriormente tempestades, que, por sua vez, originou frentes de rajadas de vento intensas provocando danos em diferentes pontos da região — explicou o meteorologista William Coelho, do CIEX.

Pelotas

Daniel Costa/Grupo RBS
Ruas ficaram alagadas durante a forte precipitação pluviométrica registrada pela manhã.

Em Pelotas, a chuva e o vento forte começaram por volta das 10h20min. Foram registradas quedas de árvores em vias públicas e sobre residência, postes caídos, casas destelhadas e pontos de alagamento em diferentes bairros.

Segundo o CIEX, as rajadas chegaram a 79,5 km/h, e o acumulado de chuva ultrapassou 28 milímetros em 12 horas.

— Os ventos, provavelmente, ultrapassaram o que foi registrado na estação. Um redemoinho chegou a se formar no município.

O fenômeno ocorre quando correntes de ar de diferentes direções se encontram e esbarram em barreiras como árvores e prédios, formando uma circulação localizada.

Em nota, a prefeitura informou que “as equipes da Defesa Civil já estão atendendo as urgências, como bloqueio de ruas e destelhamentos especialmente na zona da Bom Jesus e Travessa Nossa Senhora de Lurdes”. Houve registros de alagamentos também no Centro, no Porto e no bairro Três Vendas.

Marcos Islabão/Imagem cedida
Árvores interromperam o trânsito em vários pontos de Pelotas.

Em Rio Grande, o temporal causou destelhamentos parciais em casas nas localidades da Capilha e da Reserva do Taim. A guarita dos guarda-vidas na praia da Capilha foi destruída, e houve queda de árvores no Cassino.

No Chuí, três postes da rede pública de energia elétrica caíram durante o vendaval na rua Raul Costa Melo, no bairro Nascer. Equipes da CEEE/Equatorial foram acionadas e trabalham na recuperação das estruturas e no restabelecimento do fornecimento de energia para ao menos 20 residências.

Em Santa Vitória do Palmar, próximo à Praia do Hermenegildo, houve registro de chuva de granizo durante a madrugada, mas não há relato de danos.


Outras ocorrências

Divulgação/Defesa Civil
Postes de energia elétrica caíram no município do Chuí.

Na zona rural de Pedras Altas, na localidade da Várzea — Assentamento Bom Viveiro, casas e galpões foram parcialmente destelhados após a passagem do vento forte. Em Jaguarão, também na área rural, um galpão foi destruído.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de grande perigo para tempestade na metade sul do Estado, com previsão de chuva volumosa, vento intenso e possibilidade de granizo. A orientação é evitar áreas de risco e acionar a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros pelo 193 em caso de emergência.


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