Região Metropolitana
Cachoeirinha dá início à pintura para apagar ciclofaixa em calçada e área de piso tátil
Trecho na Avenida Fernando Ferrari, uma das principais vias da cidade, vinha sendo alvo de críticas de moradores


A prefeitura de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, deu início à pintura de remoção da ciclofaixa, que vem gerando reclamações por parte dos moradores. A faixa havia sido instalada sobre a calçada na Avenida Fernando Ferrari, uma das principais vias da cidade.
Em um dos trechos, o trajeto criado para ciclistas passa por piso tátil destinado à orientação de pessoas cegas. Foi exatamente neste trecho que a prefeitura deu início na noite de sexta-feira (6) à pintura para retirada da ciclofaixa.
Sobre a faixa vermelha foi realizada nova pintura, em cor cinza, no trajeto de uma quadra entre a Rua Arnaldo Schuller e Edgar Bins. Neste sábado (7) pela manhã, não havia nenhum serviço de pintura.
As reclamações
No percurso da ciclofaixa, há várias lojas com estacionamento para clientes, situação que faz com que veículos parados nesses pontos fiquem em cima da via para ciclistas. Também existem oficinas de veículos, prédios e garagens, com fluxo contínuo sobre a via.
Num dos pontos, perto de um posto de combustíveis localizado na Fernando Ferrari, na esquina com a Rua Vereador Ruy Souza Feijó, tem um poste no meio da ciclofaixa. Essa situação gerou reclamações de moradores e comerciantes no trecho.
— Ficou ruim, não há onde o pedestre passar, só tem espaço para ciclistas. O maior fluxo é de pessoas, e não de bicicletas. É algo desnecessário, poderiam ter investido em saúde — disse o frentista Davi Rodrigues de Vargas, 29 anos.
Nesta semana, a prefeita interina de Cachoeirinha, Jussara Caçapava, assinou um decreto que determina a remoção imediata de ciclofaixas instaladas sobre calçada ou que apresentem riscos à segurança de pedestres e ciclistas. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da cidade nesta quinta-feira (5).
Segundo a prefeitura, a obra tem recursos federais e foi executada por uma empresa terceirizada contratada na gestão anterior. Conforme o texto, o projeto não observou "critérios técnicos e normativos necessários à adequada convivência entre os diferentes modos de mobilidade urbana". O decreto também afirma que essas ciclofaixas podem gerar riscos à integridade física da comunidade.
A medida determina que seja feita uma revisão técnica da intervenção urbana, avaliando a adequação do projeto às normas de mobilidade, acessibilidade e segurança viária.
Também ficou estabelecido que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) deve apurar eventuais responsabilidades administrativas, técnicas ou contratuais relacionadas à implantação da intervenção urbana.