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Carnaval de Porto Alegre 2026: veja como foi a segunda noite de desfiles

Cinco escolas levaram seus enredos à avenida e encantaram o público

01/03/2026 - 15h47min


Gustavo Gossen
Gustavo Gossen
Direto do Porto Seco
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Com o samba-enredo O Pavão vai desfilar todo encanto, força e importância das águas!, a União da Tinga abriu a segunda e última noite de desfiles de escolas do Grupo Ouro no Carnaval 2026 de Porto Alegre. A agremiação, que venceu a Série Prata no ano passado, ingressou na avenida do Complexo Cultural Porto Seco neste sábado (28).

A noite começou com apresentação da tribo carnavalesca Os Comanches, que aqueceu o público nas arquibancadas. Depois foi a vez de quatro escolas do Grupo Prata cruzarem a avenida: Cohab Santa Rita, de Guaíba, Copacabana, Realeza e Vila Mapa.

As apresentações do Carnaval 2026 começaram na noite de sexta-feira (27), quando oito escolas passaram pelo Porto Seco. Foram quatro apresentações do Grupo Prata e outras quatro do Grupo Ouro.

Como foram os desfiles do Grupo Ouro

União da Tinga

A União da Tinga entrou na avenida para um desfile que refletiu sobre a conexão da humanidade com a água. O samba-enredo da escola foi O Pavão vai desfilar todo encanto, força e importância das águas!.

Com o pavão real guiando o avanço do desfile, a agremiação fundada em 1989 transformou a avenida no leito de um rio.

Acadêmicos de Gravataí

Fundada em 1961, a Acadêmicos de Gravataí levou à passarela uma reflexão sobre as raízes do Brasil. Com o samba-enredo Amazônia Táwapayêra – A Aldeia Guardiã dos Encantos da Floresta, a escola da Região Metropolitana narrou história das raízes indígena, cabocla e ribeirinha do país.

No desfile, a escola viajou para Manôa, a cidade do ouro, e para Manaus da Belle Époque. O enredo destacou a resistência dos povos originários.

Imperadores do Samba

A lenda da princesa africana Orin Alá embalou o desfile da Imperadores do Samba, terceira escola do Grupo Ouro a desfilar – já na madrugada de domingo (1º). A escola refletiu sobre a escravidão e o poder da voz como instrumento para cura e liberdade.

Com desfile impecável e sem erros visíveis, está credenciada como a grande favorita.

No ritmo do samba-enredo Orin Alá – Canto para Sonhar, a Imperadores narrou histórias da princesa – desde o fim da paz em sua terra natal ao sequestro de navios negreiros e resistência por meio de seus cantos no Brasil.

Estado Maior da Restinga

Neste ano, Estado Maior da Restinga decidiu homenagear suas raízes: o bairro do extremo-sul de Porto Alegre. 

Com o enredo Restinga, o canto de todos os povos, a agremiação relembrou a história do bairro, desde a ocupação à transformação da região em espaço de cultura, resistência e casa de milhares de porto-alegrenses.

Escola inovou com ritmistas que, em alguns momentos, deixavam a posição e faziam coreografias ao redor do Mestre Guto, que voltou a reger a bateria dos tinguerreiros neste ano. O público foi ao delírio. A tricolor, no entanto, enfrentou um problema de evolução, o que provocou um extenso buraco ao alcance dos jurados. 

Fidalgos e Aristocratas

Enquanto o domingo começava a amanhecer em Porto Alegre, Fidalgos e Aristocratas levava misticismo e fé à passarela do Porto Seco. A partir do samba-enredo No meu Patuá carrego a minha Fé, a escola abordou a espiritualidade brasileira.

A escola homenageou a diversidade religiosa do Brasil, com um samba-enredo que destacou amuletos de fé dos brasileiros.

Apostando em alegorias altas, enfrentou problemas com o abre-alas. O carro foi acoplado e ficou pesado, o que dificultou o andamento da escola nos 50 primeiros metros de avenida.



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