Dia de chuva
Cartão-postal de Porto Alegre, Mercado Público registra goteiras e espanta público: "Problema recorrente"
Comerciantes relatam prejuízos frequentes, e prefeitura realiza intervenções emergenciais para conter infiltrações no local

O Mercado Público apresentou goteiras durante o temporal que atingiu Porto Alegre na tarde desta segunda-feira (23). O problema, segundo comerciantes, é frequente e espanta o público do local.
Considerado um dos principais cartões-postais da cidade, o local registrou goteiras e lâminas de água no primeiro e segundo pavimento. Em alguns pontos, a água caía sobre bancas, produtos e mesas destinadas à alimentação.
— É um problema recorrente. Sempre acontece. Acho que é do teto, que tá velho. Acaba prejudicando a venda, porque os clientes não querem se molhar — disse um vendedor, que preferiu não se identificar.
O comerciante, que atua em uma banca de venda de chás e outros produtos naturais, disse que muitas vezes precisa tirar os itens do local para não serem danificados.
Dentro do mercado, a reportagem de Zero Hora também viu pessoas usando guarda-chuvas e se esgueirando dos pingos de água.
Equipes trabalham para solucionar problema
Em nota, a diretoria da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio (Smap) de Porto Alegre informou que adotou providências para a mitigação do problema.
A pasta explicou que a situação ocorre em razão da estrutura metálica antiga que cobre o local. A "complexidade construtiva (da estrutura) dificulta a identificação precisa da origem das infiltrações, uma vez que a água pode ingressar por um ponto e se manifestar em outro distinto", ressaltou.
Segundo a prefeitura, equipes técnicas estão atuando nos pontos mais críticos, com intervenções emergenciais em andamento. "Na sequência, será realizado o tratamento gradual das demais áreas, garantindo a adequada manutenção e conservação do equipamento público", garantiu.
Conforme o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público de Porto Alegre, Rafael Sartori, a evolução das chuvas na última década colaboram para a situação.
Ainda de acordo com Sartori, um projeto de restauração do local, que é um ícone do patrimônio histórico e cultural da Capital, avança também junto ao governo federal.
— Estamos colocando toda nossa fé de que vai dar certo e aí, sim, vamos poder modernizar o telhado e os permissionários conseguirão ficar protegidos e exercerem suas atividades — disse.