Bairro Rubem Berta
Cheiro forte e fumaça na zona norte de Porto Alegre: cooperativa deve apresentar plano para mitigar efeitos de tratamento de resíduos
Prefeitura da Capital cobrou de empresa solução para o problema registrado há 10 dias no entorno da Avenida Sertório, resultado de processo químico de compostagem


Moradores do entorno da Avenida Sertório, na altura do bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre, estão há 10 dias sentindo cheiro forte de queimado, provocado por um fenômeno químico durante o tratamento de resíduos.
A prefeitura de Porto Alegre está cobrando a cooperativa Segunda Chance, especializada no tratamento e recebimento de resíduos de madeira e podas de árvores, para que o problema seja resolvido.
Na última sexta-feira (6), a Secretaria do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) realizou uma fiscalização no local, confirmou o forte odor de madeira queimada, e solicitou que a empresa apresente um cronograma com medidas para mitigar o problema.
Segundo os diretores da empresa, o processo de compostagem desses materiais pode ocasionar superaquecimento dos rejeitos. O vapor que se forma nesse processo é visto por moradores como fumaça.
A reportagem esteve no local no início da manhã desta quarta-feira (11) e constatou o mau cheiro, já mais fraco. Quem mora ou trabalha na região, contudo, queixa-se de conviver o dia todo com o odor.
— Tanto no coméricio quanto em casa, tem um cheiro bem forte de lixo queimado. À noite, quando a gente chega do trabalho, ainda sente esse cheiro — afirma Luciana Rosa, 45 anos, comerciante local.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil também fizeram vistorias no local. Não foram registrados focos de incêndio.
Em maio de 2025, fenômeno semelhante foi registrado na cooperativa. Na ocasião, houve um foco de incêndio, o que provocou o mesmo fenômeno e incômodo aos moradores.
Desde então, os proprietários estão em tratativas com a prefeitura para mudar o local da cooperativa, com o objetivo de ampliar o espaço e evitar novos impactos aos moradores da região.
Contraponto
Em nota, a empresa Jota Nunes, responsável pela cooperativa, ressaltou que tem licença ambiental para operar e que mantém um controle no processo de tratamento dos resíduos, o que pode resultar em um aumento de calor. Disse ainda que segue buscando novas tecnologias para aprimorar esse controle.