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Papo Reto

Cópia de: Manoel Soares: "Feijão no algodão"

Colunista escreve no Diário Gaúcho aos sábados 

07/03/2026 - 05h00min


Diário Gaúcho
Diário Gaúcho
Manoel Soares/Arquivo Pessoal
Hoje, ele reflete sobre as sementes que cultivamos

Me lembro que foi um momento mágico quando o que a professora Vilma falou aconteceu de fato, mas a verdade é que eu duvidei que aquele grão de feijão fosse brotar em um potinho com algodão e água. Quando vi que ele estava rachando e começando a sair algo de dentro, eu fiquei eufórico.

Confesso que nunca mais olhei para um grão de feijão da mesma forma. Ficava imaginando que, no meu prato na hora do almoço, tinha dezenas de árvores. A lição que aprendi é que as sementes sabem o caminho do crescimento, só precisam estar no lugar certo e na condição adequada.

Pensamentos são sementes

Hoje trato minha mente como uma terra fértil e meus pensamentos como sementes. Assim como o feijão da professora Vilma, meus pensamentos vão crescer e criar raízes; se eu der a eles espaço, criarão galhos e darão frutos. Porém, preciso ficar ligado em quais sementes jogo nessa terra. Se forem sementes de frutos doces, terei alegrias; se forem sementes venenosas, vão apodrecer o solo da minha mente.

Dar terra fértil a pensamentos que vêm da inveja, do medo ou da intriga é garantir que terei meu espírito envenenado. Somos o que pensamos; se somos tristes, precisamos saber que sementes estamos cultivando dentro de nós.

Tentar te estressar é um direito dos outros; não aceitar ser estressado é um direito seu. Sua saúde mental e emocional é um problema seu.

Assim como o feijão da professora Vilma, nossos bons pensamentos precisam ser regados e ter sol para serem lindos e darem frutos. 




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