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Estrelas da Periferia 

Ninguém fica parado ao som da banda Miza

Além do novo single, grupo segue apresentando o espetáculo "Festa de Aparelhagem", que mistura tecnobrega, melody, pop e sofrência 

17/03/2026 - 05h00min


Rayne Sá*
Rayne Sá*
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Eliane Pires/Divulgação
Quando esses quatro se juntam, a pista entende o recado.

Formada por Ronaldo Luz (bateria), Leo Luz (aixo), Fly (guitarra) e Roxy (voz), a banda Miza vem conquistando espaço na cena musical com mistura de ritmos, presença de palco e vontade de fazer o público dançar. 

A história da banda começou de forma despretensiosa, a partir de encontros entre músicos que já circulavam pela cena. O baixista Leo Luz conta que tudo nasceu mais de afinidades do que de um planejamento rígido.

– A Miza nasceu de forma muito natural, a partir de encontros entre músicos que já tinham muita estrada e uma enorme vontade de fazer algo divertido, intenso e verdadeiro. Aquilo que começou como encontros musicais foi ganhando forma, identidade e propósito – relembra.

Alguns integrantes já se conheciam de outros projetos, mas a formação atual foi se consolidando com o tempo. A banda passou por diferentes fases até chegar à formação atual, que existe há cerca de um ano e meio.

– Ao longo destes anos, a banda passou por várias formações, sempre guiadas pelos irmãos Luz. Essa nova fase acabou reunindo uma química muito especial entre nós quatro – explica Leo.

Segundo o guitarrista Fly, o momento em que o grupo percebeu que o projeto poderia ir além de encontros entre amigos veio com a resposta do público.

– A banda já vinha lançando EPs, fazendo lives, gravando clipes e se apresentando. Quando vimos que o público estava acompanhando, comentando e querendo ver mais, percebemos que aquilo poderia se tornar algo maior – conta.

No começo, os ensaios eram marcados pela experimentação. Aos poucos vieram as primeiras compo-sições, gravações e apresentações ao vivo. Eles já lançaram três EPs e passaram por diferentes palcos, experiências que ajudaram a formar a identidade musical do grupo.

O próprio nome da banda reflete essa ideia de construção artística. “Miza” deriva de um termo francês que significa “colocar em cena” ou “organizar a cena”.

– Queríamos uma palavra curta, forte e fácil de lembrar. Com o tempo, o próprio nome foi ganhando vida com a energia da banda – diz Leo.

Para dançar

Agora, a banda apresenta o single A Internet Cai, mas o Amor Não!. Lançada em janeiro, a música mistura batidão e pop com uma letra inspirada no cotidiano. 

– Hoje em dia quase tudo passa pela internet. Em uma conversa surgiu essa ideia divertida de que a internet pode cair, o sinal pode falhar, mas certas coisas continuam firmes, como o amor e as relações verdadeiras – explica Fly.

Antes mesmo do lançamento oficial, pequenos trechos da música publicados nas redes sociais já vinham chamando a atenção do público.

– Começaram a aparecer comentários perguntando quando a música sairia completa. Ver esse interesse antes mesmo do lançamento foi muito motivador – lembra o guitarrista.

Além do single, a Miza também segue com o espetáculo Festa de Aparelhagem, que mistura tecnobrega, melody, pop e sofrência em uma experiência pensada para a pista. 

A próxima apresentação será no dia 14 de abril, com a ideia de transformar o show em um grande momento de dança e interação com o público.

– Quando tudo isso se junta, a identidade da Miza aparece de forma muito natural – resume Leo.

A nova fase da banda também deve trazer mais novidades. Os integrantes já trabalham em novas músicas, como Quando Casar me Chama, e não descartam lançar um EP ainda em 2026.

– A intenção é continuar lançando material autoral e também levar esse novo repertório para os palcos. 2026 promete ser um ano muito importante para a Miza  – adianta Fly.

Aqui, o espaço é todo seu!

/// Para participar da seção, mande um histórico da sua banda, dupla ou do seu trabalho solo, músicas, vídeos e telefone de contato para michele.pradella@diariogaucho.com.br

/// Entre em contato com a artista pelo Instagram: @bandaMiza

*Com orientação e supervisão do jornalista Alexandre Rodrigues




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