ENTREVISTA
"Quero sair coberta de luz e de amor do público gaúcho", diz Marina Lima sobre estreia de turnê em Porto Alegre
A cantora lança Ópera Grunkie e estreia, na Capital, a turnê Marina Lima 70. O show reúne canções inéditas e grandes sucessos da artista.


Com a estreia de Ópera Grunkie, lançado hoje nas plataformas digitais, o disco chega poucos dias antes do início da turnê Marina Lima 70, na Capital, marcada para este sábado (28), às 21h, no Auditório Araújo Vianna, com ingressos disponiveis no Sympla.
O repertório do show será composto por clássicos, como Charme do Mundo, Me Chama, Fullgás, Eu Te Amo Você, Nada por Mim, Pra Começar, Preciso Dizer Que Te Amo, Uma Noite e ½, À Francesa, Não Sei Dançar e Acontecimentos, Além das músicas inéditas. Em entrevista a GZH, Marina fala sobre o novo disco e a estreia da turnê.
Leia a entrevista com Marina Lima
Quais são as tuas expectativas para a turnê?
O show está mais forte do que o último que fiz aí e vou cantar canções do novo disco. Tenho 40 e poucos anos de carreira e Porto Alegre sempre foi uma cidade de gente ligada, mais doida e alternativa do que muitos lugares do Brasil. É um ponto de referência para mim. É começar com o pé direito.
Como você decide quais músicas permanecem no show?
É uma mistura precisa. Várias eu canto com o maior amor e retribuição por terem me colocado em um lugar muito importante na música popular brasileira. E estou tentando criar uma mistura que seja uma sedução para o público e para mim.
O que espera que fique com as pessoas depois do show?
Espero entregar o melhor de mim no momento, para que isso possa inspirar, conduzir e criar bons momentos. Espero que isso sirva para as pessoas que gostam de ouvir o que tenho na música, nas letras e nos shows. Quero que seja um grande encontro e quero sair coberta de luz e de amor do público gaúcho.
Como foi o processo de criar o disco “Ópera Grunkie”?
O meu irmão é meu parceiro na música e na vida. Fazia um certo tempo que a gente não compunha, mas ele é uma presença forte na minha vida. Então, quando o Cicero partiu (Antonio Cicero morreu em outubro de 2024), tudo o que a gente fez estava perto de mim. Eu brinco assim: quando tinha gente chegando perto, eu dizia: “Peraí, não chega muito perto. Você está me oprimindo e oprimindo o Cicero, que está logo aqui. Ele está perto de mim, cochichando”. Eram tantos aspectos que eu queria tratar e também falar da minha própria vida, porque ela segue. É um disco profundo, leve, engraçado e intenso.
O que ele abre de novo na tua trajetória?
Uma das últimas músicas que o Cicero e eu compusemos se chama Três, do disco Lá nos Primórdios. E há uma hora em que o Cicero escreve: “mas por que não nos reinventar?”. A vida é, diariamente, um eterno reinventar. Quem partiu foi o Cicero, mas ele deixou muitas coisas comigo, porque somos o mesmo DNA. E eu o chamei de Ópera para ser ouvido na ordem. Tem um começo, meio e fim que diz: “está em aberto”.
Qual tua relação com públicos de gerações mais novas?
Tenho muitos amigos jovens porque se interessam por mim e eu me interesso pelo que eles querem aprender e pelo que têm para me ensinar. É uma troca. Quem conhece o trabalho novo, gosta e se identifica, e vai ouvir os antigos. É o que sempre quis. Eu nunca quis um trabalho datado.
Atualmente, como você cuida do tempo?
Tenho um dia muito disciplinado para poder ter tempo livre para voar. Faço minhas obrigações ligadas ao meu trabalho, ao meu talento, que é compor, tocar e cantar. Shows eu não considero rotina. Shows são momentos especiais. Se eu for esperta, ignoro o que ocupa meu tempo sem servir para nada.
*Com orientação e supervisão de Alexandre Rodrigues