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Refeitório vazio

Sem merendeiras, escola de Porto Alegre inicia aulas sem oferecer refeições para alunos

Desde a volta das atividades, no dia 18 de fevereiro, o colégio não tem profissionais para preparar e servir as merendas

04/03/2026 - 09h33min


Gabriel Dias*
Gabriel Dias*
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Escola Almirante Barroso/Divulgação
Escola atende cerca de 270 estudantes.

A Escola Estadual Almirante Barroso, na Ilha da Pintada, em Porto Alegre, iniciou o ano letivo sem oferecer refeições para os cerca de 270 alunos que estudam no local. O motivo para a ausência do serviço é a falta de merendeiras na instituição

Segundo a diretora do local, Nara Glisia, desde a volta das atividades, no dia 18 de fevereiro, o colégio não conta com profissionais para preparar e servir as merendas.

De acordo com ela, foi realizada a rescisão do contrato por parte da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) com a empresa terceirizada responsável pelos profissionais de alimentação antes do ano letivo, sem uma reposição em tempo hábil para garantir as refeições. Para amenizar o transtorno, os estudantes recebem lanches preparados pela própria equipe da escola.

Mãe de uma aluna da Almirante Barroso, Patrícia de Freitas afirma que a situação preocupa os pais de outros estudantes. Com a falta do serviço, ela prepara o lanche para a filha de nove anos com mais quantidade para que ela possa dividir com outros colegas que não têm condições de levar de casa.

— Eu tenho condições de fazer alguma coisa em casa e levar para minha filha comer. Eu mando a mais para ela porque ela divide com outro coleguinha. Ela diz: "Mãe, hoje eu dividi minha merenda com fulano, hoje foi com ciclano". Para muitos a única refeição é na escola — ressalta.

O que diz a Seduc

A Seduc garante que os contratos já foram reorganizados e os novos funcionários começam a partir da próxima segunda-feira (9), quase 20 dias após o retorno das aulas.

Além dos problemas na oferta de alimentação, a unidade ainda conta com uma parte do local interditado desde a enchente de maio de 2024

Em agosto do mesmo ano, as aulas no local foram suspensas por mais de uma vez, após o surgimento de erosões nos fundos e no entorno da planta física.

A Seduc garante que o estabelecimento está inserido na estratégia de garantir infraestruturas escolares sustentáveis e resilientes a eventos climáticos como a enchente. A pasta ainda não deu um prazo para a conclusão da renovação do colégio.

*Com supervisão de Caroline Garske

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