SEU PROBLEMA É NOSSO
Como solicitar poda ou remoção de árvore
Moradores têm dúvidas sobre quem acionar nesse momento. Prefeitura explica os caminhos corretos para evitar retrabalho e demora.



Árvores crescendo, galhos sobre fios, risco em dias de vento forte. Essas são situações que levam moradores a pedir a intervenção da prefeitura da Capital em se tratando de podas. Um exemplo recente é o de Claudemir Cheffer, 47 anos, da Lomba do Pinheiro.
Ele abriu um protocolo em novembro de 2025 para a poda de um eucalipto de 11 metros que fica em um terreno do Dmae. No entanto, o seu pedido esbarrou em uma situação que, segundo a administração do município, é um dos motivos que fazem as solicitações não andarem: o protocolo ser registrado em um órgão que não tem responsabilidade direta pelo caso.
Em nota, a Secretaria de Serviços Urbanos (SMSUrb) informou que a solicitação deve ser feita pelos canais oficiais com a apresentação de laudo técnico providenciado pelo solicitante. A Prefeitura faz a remoção em áreas públicas. Se o terreno for do Dmae, o órgão deve solicitar.
Claudemir, porém, afirma não ter recebido essa orientação:
– Eu fiz o pedido para a prefeitura, mas ninguém me informou que precisaria entrar em contato com outro órgão. Ninguém me atende desde novembro.
Sobre essa falta de um retorno, a prefeitura informou que o caso pode não ter sido verificado ainda por conta da alta demanda.
Quem faz o quê
Para esclarecer dúvidas comuns, o DG procurou a SMSUrb e reuniu orientações sobre o que fazer para podar ou retirar uma árvore.
A prefeitura atua gratuitamente apenas em árvores localizadas em áreas públicas – ruas, calçadas, praças, canteiros e áreas verdes do município. Nesses casos, a SMSUrb é responsável pela poda preventiva e, quando há risco comprovado, pela remoção completa.
Somente em 2024, foram realizadas mais de 32 mil ações de manejo na Capital, segundo a secretaria. A maioria dos pedidos chega pelo 156, mas há um entrave recorrente: a repetição de protocolos para a mesma árvore.
– É importante incentivar a população a utilizar o canal 156, mas, a partir do momento em que ela utiliza o canal uma vez, não precisa realizar mais de uma ligação para criar vários protocolos. Desses 32 mil, 6 mil foram repetidos – afirma o secretário Rafael Fleck.
Antes de qualquer intervenção, engenheiros florestais produzem um laudo técnico que define se o vegetal será podado ou removido. Só depois disso o serviço entra na fila de execução.
Como solicitar
/// A Central de Atendimento ao Cidadão 156 recebe e encaminha as solicitações da população referentes aos serviços públicos prestados pelos órgãos municipais.
/// Além do atendimento telefônico pelo 156, há a opção de registrar e acompanhar o andamento da demanda por meio digital, através do 156Web, pelo aplicativo 156+POA, e pelo e-mail 156poa@portoalegre.rs.gov.br, onde há também um espaço para bate-papo online com um atendente humano auxiliando o usuário na busca de informações e solução de dúvidas sobre a utilização das plataformas.
Atenção ao local
/// Área pública: abrir chamado no 156
/// Área privada (pátio comum): É responsabilidade do cidadão, que deve contar com o suporte de um responsável técnico para guiar o processo. As solicitações de podas em áreas privadas (com exceção para famílias de baixa renda) devem ser encaminhadas pelo Portal de Licenciamento (pelo site gzh.digital/licenciamento) na opção “Serviços urbanísticos e ambientais”.
/// Área privada (baixa renda): famílias com até três salários mínimos, cadastradas no CadÚnico, podem abrir protocolo no 156 para análise.
/// Terreno de outro órgão público (ex: Dmae): o órgão proprietário do terreno deve solicitar a poda ou remoção.
/// Remoção total: só ocorre se for comprovado risco à segurança de quem circula pelo local.
* Com orientação e supervisão de Émerson Santos