Seu Problema É Nosso
Faltam banheiros e salas de aula
Passado mais de um ano desde o incêndio que comprometeu a estrutura da escola, as aulas seguem em espaços improvisados.

A comunidade da Escola Estadual de Ensino Médio Frei Velloso, em Gravataí, cobra a reconstrução da instituição após um incêndio em 3 de dezembro de 2024, que destruiu um dos prédios do complexo. No local funcionavam salas de aula e da direção, além dos banheiros.
A escola atende cerca de 500 estudantes, nos turnos da manhã, tarde e noite, do Ensino Fundamental e Médio. Dos quatro prédios que compõem a estrutura, um foi totalmente consumido pelo fogo. Em outubro de 2025, o cenário se agravou com o rompimento da rede de esgoto. Com isso, a água suja passou a correr a céu aberto no terreno do colégio.
Com a perda de parte da estrutura, alunos do turno da manhã passaram a fazer as refeições no pátio. O refeitório e a biblioteca foram improvisados como salas de aula. Como parte dos banheiros foi destruída no incêndio, a solução encontrada foi instalar dois equipamentos químicos para atender os estudantes.
Representante dos pais no Conselho Escolar e mãe de um aluno atípico, Clarissa Rodrigues, 43 anos, acompanha de perto a rotina da instituição. Segundo ela, após o incêndio, restaram apenas escombros, retirados oito meses depois.

– Depois do incêndio, nos foi repassado que espalhássemos os alunos pelo município. O que é inviável devido ao acesso. Nossa escola é de zona rural, nossos alunos teriam que estar se dirigindo ao Centro – diz.
Clarissa também relata que, em outubro do ano passado, a situação do esgoto complicou mais as condições do ambiente escolar, tornando o dia a dia insustentável para alunos, professores e funcionários:
– Temos alunos atípicos, que necessitam de estrutura, espaço e silêncio, o que não está se tendo. Os alunos precisam lidar com mau cheiro e com o chão cedendo.

Sérgio Zimmer, pai de uma estudante, reforça as queixas sobre a precariedade da estrutura:
– O resto da escola (que não pegou fogo) é precário. O mau cheiro é insuportável, além de os alunos merendarem no pátio. A sala de esporte virou sala de aula. Os alunos pequenos, além dos atípicos, estão sofrendo com isso. Imagina quando vier o inverno.
A comunidade cobra soluções definitivas e a reconstrução da escola para garantir condições adequadas de ensino e segurança aos estudantes.
*Sob supervisão e orientação
de Émerson Santos