Crime ambiental
Macaco-prego é resgatado pela polícia durante operação na Região Metropolitana
Proprietário do animal é suspeito de integrar quadrilha especializada em assalto a residências

Um macaco-prego foi apreendido durante uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (7). O animal estava sendo mantido em cativeiro e foi encontrado na residência de um dos alvos da ação, na divisa entre Canoas e Cachoeirinha, na Região Metropolitana.
Pelo menos nove pessoas, incluindo o dono do animal, foram presas na ofensiva que mira uma quadrilha especializada em assalto a residências. Além do macaco, outros quatro pássaros silvestres foram encontrados presos em gaiolas na mesma residência.
De acordo com a delegada Luciane Bertolleti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, responsável pela operação, além do crime de roubo, ele poderá responder por crime ambiental por manter um animal silvestre em cativeiro sem autorização das autoridades responsáveis. Conforme a legislação brasileira, a pena para este tipo de crime é de seis meses a um ano de prisão, além do pagamento de multa.
Ainda segundo a delegada, os animais serão encaminhados ao Zoológico Municipal de Canoas.
Operação Matilha
A investigação contra a quadrilha começou após um assalto realizado em outubro do ano passado em Canoas, na Região Metropolitana. Na ocasião, câmeras de monitoramento flagraram os criminosos entrando na casa no dia do crime.
Um casal foi mantido em cárcere privado pelos bandidos por cerca de 30 minutos e foram obrigados a realizar diversas transações financeiras, sob ameaças de morte. O prejuízo, segundo a delegada Luciane, chegou a quase R$ 10 mil.
Após o assalto, as ameaças continuaram. Conforme a investigação, os bandidos usavam dados do casal, possivelmente vazados na internet ou coletados a partir de engenharia social, para realizar ameaças e exigir mais dinheiro. Os contatos eram feitos por telefone e mensagens.
Além das filmagens obtidas pela polícia, uma série de vestígios deixados pela quadrilha no momento do assalto, das ameaças e da pulverização do valor roubado, contribuíram para a identificação dos 11 suspeitos.
Entre eles, a possível liderança do esquema — um homem que cumpre pena na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas. O suspeito tem antecedentes por roubo, tráfico de entorpecentes, homicídio e extorsão.
*com orientação e supervisão de Arethusa Dias