Em Santa Maria
Memorial da boate Kiss deve ficar pronto em cinco meses; veja como vai ficar
Obras ficaram paralisadas pouco mais de uma semana para readequações


A obra do memorial às vítimas da boate Kiss, em Santa Maria, foi retomada nesta semana após uma paralisação pontual para ajustes no projeto. A interrupção durou menos de 15 dias e ocorreu por conta da necessidade de readequações exigidas pelo Corpo de Bombeiros, especialmente a inclusão de um corredor enclausurado para garantir a evacuação segura do espaço em caso de emergência. Veja o projeto
De acordo com o responsável pela obra na prefeitura, Jeferson Nunes, a mudança exigiu adaptações em uma parte já executada. O novo elemento impacta diretamente a funcionalidade do memorial, que agora terá um enquadramento diferente nas normas de segurança, já que o espaço não será apenas expositivo, mas também contará com auditório. Por isso, foi preciso planejar uma rota de saída de emergência protegida por paredes e portas resistentes ao fogo.
— É um pequeno trecho em que nós tivemos de fazer algumas readequações, mas que impacta significativamente naquilo que se pretende de utilização do memorial no futuro — explica Nunes.
Com as adequações aprovadas e os recursos garantidos, a obra foi retomada na tarde de segunda-feira (27), após reunião entre a prefeitura, a empresa responsável e a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). A equipe, que havia sido desmobilizada durante a pausa, já voltou integralmente ao canteiro de obras.
O novo cronograma prevê a conclusão da obra até 29 de setembro deste ano. O prazo foi estendido por meio de um aditivo contratual, que também incluiu um reforço financeiro de cerca de R$ 213 mil. Com isso, o custo total do memorial chega a aproximadamente R$ 5,7 milhões — valor oriundo principalmente do fundo de recuperação de bens lesados do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Segundo Nunes, a expectativa é de que o prazo seja cumprido, desde que as condições climáticas colaborem. Ele explica que grande parte da estrutura do memorial é subterrânea, o que exigiu cuidados adicionais no projeto para garantir a segurança da construção. Já as áreas acima do solo, com exceção dos auditórios, são mais simples e abertas, o que pode facilitar o andamento dos trabalhos.
O espaço contará também com um espelho d'água central, pilares com os nomes das vítimas e a sede da AVTSM. A prioridade, segundo eles, é garantir que o memorial seja um espaço seguro e adequado à memória das vítimas e ao uso futuro pela comunidade.