Espiritualidade
Padre Fábio de Melo reflete sobre a Páscoa e as dificuldades da vida: "Quem quer moleza, que sente no pudim"
Líder religioso, que celebra 55 anos nesta Sexta-Feira Santa, concedeu entrevista à Rádio Gaúcha

Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta Sexta-Feira Santa (3), o padre Fábio de Melo refletiu sobre as dificuldades da vida e destacou que a data é uma chance de se colocar no lugar de Jesus.
— É a oportunidade que nós temos de olhar para os sentimentos que Jesus teve ao longo desta semana (Santa) e pensar nos nossos que são tão semelhantes aos dele. A angústia, o medo, a solidão, sentimentos tão próprios do ser humano contemporâneo e que Jesus experimentou naquilo que nós chamamos de Semana Santa — declarou ao programa Timeline.
Na sequência, o líder religioso apontou a maior tristeza vivida por Jesus:
— Ao longo desta semana, nós fomos refletindo a vida de Jesus naquilo que ela teve de mais triste, a traição dos amigos, o medo da morte. No dia de hoje (Sexta-feira Santa), a sentença tão injusta, foi condenado, foi morto, por ter feito a diferença na vida de tantas pessoas, por ter salvado o mundo — prosseguiu.
Coragem e força
Para o padre, "Jesus foi um revolucionário":
— (Sofreu) Todas as dores que um revolucionário sofre. Com uma diferença: Ele era Deus. Ele é Deus. E ao sentir a dor humana, ele nos redime. E é muito confortável saber que eu posso ter a capacidade de dar significado às minhas dores, às minhas angústias. Basta olhar para Jesus, o meu Mestre Senhor, e identificar nele a coragem e a força que ele teve para viver tudo isso — concluiu.
Do outro lado do mar
Celebrando 55 anos nesta sexta-feira, Fábio de Melo falou sobre as dificuldades da vida e a busca por respostas para as dificuldades na figura de Jesus. Neste ponto, foi direto: não há resposta pronta.
— (A vida) Dá trabalho! Chegar do outro lado do Mar Vermelho dá trabalho. E a única forma que a gente tem de vencer o mar é colocando os pés nele. O mar só se abriu quando o povo se encorajou a colocar os pés na água e perceber que ele não estava profundo como realmente estava. (...) Quem quiser moleza, que sente no pudim — expressou.