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Pela segunda vez, professores rejeitam proposta da prefeitura e decidem manter greve em escolas de Canoas

Paralisação afeta aulas na rede municipal de ensino. Docentes pedem pagamento integral do reajuste salarial da categoria 

28/04/2026 - 10h49min


Lisielle Zanchettin
Lisielle Zanchettin
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Kathlyn Moreira/Agencia RBS
Categoria optou por manter a paralisação.

Os professores da rede municipal de ensino de Canoas rejeitaram a nova proposta da prefeitura e decidiram por manter a greve da categoria. A decisão ocorreu após assembleia na tarde desta segunda-feira (27). 

A proposta do Executivo previa o pagamento do reajuste salarial de 4,26% em seis vezes, a partir da folha de maio. Conforme o Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), os professores pedem o pagamento integral. 

A categoria também solicita valorização real dentro da sala de aula, com gratificações, a nomeação de professores já aprovados em concurso realizado no ano passado, além da segurança em escolas, com vigilantes e porteiros. 

A greve se iniciou na quarta-feira (22). Segundo o Sindicato 60% das escolas paralisaram na cidade. Ainda não há data para uma nova assembleia ou fim da paralisação. 

A prefeitura de Canoas afirmou que segue atuando para garantir a retomada das aulas na rede municipal. Em nota (leia abaixo), o município informou que apresentou medidas, como a redução do parcelamento da reposição salarial de oito para seis vezes e reforçou que "respeita o direito de manifestação, mas destaca a necessidade de equilíbrio entre a valorização dos profissionais e o direito dos estudantes à educação". 

Confira a nota da Prefeitura de Canoas na íntegra: 

"A Prefeitura de Canoas segue atuando para garantir a retomada das aulas na rede municipal, mesmo após a notícia de que a categoria decidiu manter a greve, conforme assembleia realizada nesta segunda-feira (27).

Nos últimos dias, a Administração Municipal intensificou o diálogo com os representantes dos professores, incluindo uma nova rodada de negociação realizada na última sexta-feira (25), com a presença do prefeito Airton Souza e do vice-prefeito Rodrigo Busato. Como resultado desse esforço, o Município apresentou avanços concretos na proposta.

Entre as medidas, está a redução do parcelamento da reposição salarial de oito para seis vezes, além da garantia da reposição integral da inflação de 2025 e da aplicação do piso nacional do magistério. A proposta também mantém todos os demais pontos já construídos ao longo das negociações.

Outro destaque é o vale-alimentação, que representa um ganho real histórico para a categoria. O benefício adiciona cerca de R$604 à renda dos professores, o que pode representar um incremento próximo de 10% sobre o salário base.

A Prefeitura ressalta que a proposta apresentada representa o limite da capacidade financeira do Município, que atualmente opera com despesas que comprometem mais de 95% da receita. Ainda assim, a gestão realizou ajustes para avançar no diálogo e buscar uma solução.

Apesar dos avanços e da manutenção do canal aberto de negociação, a paralisação segue impactando direta e indiretamente cerca de 30 mil alunos e suas famílias, especialmente aqueles que dependem da escola para organização da rotina diária.

A Administração Municipal reforça que respeita o direito de manifestação, mas destaca a necessidade de equilíbrio entre a valorização dos profissionais e o direito dos estudantes à educação. “Seguimos avançando, dialogando e fazendo todos os esforços possíveis dentro da realidade do Município, mas chegamos ao limite da nossa sustentabilidade financeira. Nosso compromisso é com os professores, mas também com os alunos e suas famílias, que precisam da escola funcionando”, enfatiza o prefeito Airton Souza.

Ações implementadas

Ao longo dos últimos meses, a atual gestão implantou medidas voltadas à qualificação da educação municipal e à valorização dos profissionais. Entre as ações estão a contratação de 500 monitores de inclusão, sendo que 250 já iniciaram nesta semana; a realização de concurso público; a retomada das eleições para diretores; a correção de descontos de aposentados; e a manutenção do auxílio-transporte, mesmo após a implantação do Passe Livre."

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