Resgate inusitado
Bode de estimação fica preso em telhado e mobiliza bombeiros no bairro Menino Deus, em Porto Alegre
O animal, chamado Zé, subiu na estrutura após escalar uma árvore caída e foi resgatado sem ferimentos graves.

Moradores do bairro Menino Deus, em Porto Alegre, depararam com uma cena inusitada na manhã deste sábado (9): um bode sobre o telhado. O caso ocorreu na Rua Marcílio Dias e mobilizou vizinhos, o Corpo de Bombeiros e os tutores do animal. Chamado carinhosamente de Zé, o bode de estimação, que tem dois anos e meio e pesa quase 60 kg, foi resgatado com segurança.
O 1º Batalhão de Bombeiros Militar de Porto Alegre foi acionado por volta das 12h. Ceres Vasconcellos, moradora da região, avistou o animal e fez o chamado. Ela descreveu o resgate, que durou cerca de uma hora, como um momento de tensão.
— Tínhamos medo de que ele pulasse e se machucasse ou caísse, pois o telhado parecia frágil. Por estar assustado, ele acabou fugindo dos bombeiros e pulando para um telhado mais baixo. Foi um susto, mas ele desceu em segurança e não se machucou — relatou Ceres, com alívio.
De acordo com o tutor, Jonathan de Oliveira, o animal acessou a cobertura por uma árvore que estava caída no pátio desde o último temporal que atingiu a Capital. Criado livremente no terreno da família, Zé escalou o tronco e acabou no teto de uma casa vizinha.
Segundo Jonathan, o que motivou a "aventura" foi o temperamento carente do animal. Ao perceber que o pai de Jonathan havia saído e o deixado sozinho, o bode subiu nos galhos e começou a berrar à procura da família.
— O Zé não gosta de ficar sozinho. Ele "enlouqueceu" e subiu no telhado para procurar o meu pai ou um de nós — afirma o dono.
"Bode que parece cachorro"
Jonathan conta que a adoção do animal como mascote aconteceu por acaso. Proprietário de um comércio de aves, ele relata que Zé seria inicialmente destinado à venda, mas o laço afetivo com a família foi tão forte que decidiram mantê-lo.
— O Zé é como um filho para mim, eu o criei desde pequeno. Ele parece um cachorro: quando chegamos, ele fica feliz; quando saímos, ele grita e chora porque quer companhia — comenta.
O animal, descrito como extremamente dócil, tem o hábito de brincar e se esconder em locais como o interior de carros, camas ou no sofá. Atualmente, a família tenta acostumá-lo ao uso da coleira. Como sempre viveu solto, ele ainda resiste, mas o objetivo é permitir que ele passeie com segurança pela vizinhança, onde já é uma figura conhecida e querida.
Histórico no bairro
Não é a primeira vez no ano que a presença de um animal silvestre ou exótico mobiliza o Menino Deus. No dia 15 de março, um veado da espécie Cervus axis foi encontrado ferido na Rua Almirante Gonçalves.
Na ocasião, o animal foi atacado por cães e, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido a eutanásia. Não houve confirmação sobre a procedência do veado ou como ele chegou à área urbana.