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Peregrinação

Câmara aprova lei que transforma Romaria de Nossa Senhora Aparecida em patrimônio imaterial de Passo Fundo

Festa em homenagem à padroeira é a segunda maior do Brasil e reúne cerca de 100 mil romeiros todos os anos

28/05/2026 - 19h25min

Atualizada em: 28/05/2026 - 19h25min


GZH Passo Fundo
GZH Passo Fundo
Jean Pimentel/Agencia RBS
Trajeto atual parte do centro em direção ao santuário, na RS-153.

A Câmara de Vereadores de Passo Fundo aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que transforma a Romaria de Nossa Senhora Aparecida em patrimônio cultural imaterial do município. O PL 43/2026 propõe o reconhecimento e preservação da história da celebração, realizada todos os anos em 12 de outubro.

A proposição é da vereadora Eva Valéria Lorenzato (PT). O projeto busca respaldar o evento religioso a fim de garantir apoio do poder público na segurança e organização da procissão, além de valorizar culturalmente a mobilização dos fiéis. Agora, a lei segue para sanção do Executivo.

Com mais de quatro décadas de história em Passo Fundo, a Romaria de Nossa Senhora Aparecida é a segunda maior festa para a santa no país. Na década de 80, o trajeto era de pouco mais de um quilômetro, mas hoje, ultrapassa os 6,5 quilômetros e reúne cerca de 100 mil romeiros.

História

A fé na padroeira chegou ao norte gaúcho junto dos tropeiros de São Paulo e acabou se consolidando durante a colonização, explica o padre Daniel Rodrigo Feltes:

— Temos muito a ver com a história do Brasil, com a história dos tropeiros. O caminho das tropas que foi circulando do Sul até São Paulo e, nesse caminho, veio junto a devoção. Quando foi construído o seminário, a primeira ideia de nome era São José, mas foi percebido que o povo tinha uma grande devoção à Nossa Senhora Aparecida.

A caminhada religiosa expandiu significativamente ao longo dos anos. Atualmente, o trajeto oficial compreende quase sete quilômetros, com saída na Catedral Metropolitana, no centro de Passo Fundo, e chegada no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na RS-153, saída para Ernestina.

A estrutura da romaria envolve, inclusive, linha de produção estruturada pela comunidade. Em 2025, mais de 300 voluntários se envolveram nos preparos de decoração, fabricação e venda de cucas e sinalização do Santuário.


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