BICHARADA
Família busca apoio para ampliar abrigo para cães
Projeto que acolhe animais abandonados no bairro Lageado busca arrecadar recursos para construir uma estrutura maior em sítio.


Entre corredores cercados por grades e canis construídos pela família, cerca de cem cães vivem no terreno da casa de Alice Franco Fogassi, 26 anos, no bairro Lageado, no extremo sul de Porto Alegre. Uma das metas para este ano é arrecadar R$ 50 mil para ajudar nas parcelas da compra de um sítio, onde será construído um espaço mais adequado para os animais. Hoje, o projeto SOS Patinhas funciona com o trabalho diário de Alice, da mãe, Patrícia Franco Fogassi, 51 anos, e do pai, Marcelo Vitório Scheimer Fogassi, 55 anos.
A família se mudou para o bairro em 2016 e passou a conviver de perto com situações frequentes de abandono e maus-tratos, mas foi durante a pandemia de covid-19 que o projeto ganhou nome, quando Alice começou a resgatar animais abandonados na região. Sem trabalhar naquele momento, ela passava parte do tempo andando de bicicleta pelo bairro. Na volta para casa, quase sempre aparecia acompanhada de algum animal encontrado na rua.
– Toda vez que eu saía de bicicleta, voltava com dois ou três cachorros – conta Alice.
O que começou com poucos animais cresceu rapidamente. Primeiro, os cães ficavam dentro da casa da família. Depois, todos os espaços da residência e do terreno foram adaptados e transformados em canis.
– A gente foi improvisando. Tinha uma oficina nos fundos e virou canil. Não é o ideal, por isso compramos o sítio –explica Patrícia.
Cuidado
Além dos cães acolhidos, eles também alimentam animais que vivem soltos pela vizinhança. Somente com ração, o consumo chega a cerca de 35 quilos por dia. Entre os animais resgatados está Estrela, uma cadela de aproximadamente oito anos encontrada machucada após ter sido mordida por outro cachorro.
– Ela perdeu muito músculo, mas está quase toda regenerada – afirma Patrícia.

Recentemente, o projeto conseguiu financiar a compra de um sítio no limite entre Porto Alegre e Viamão. A ideia é construir um espaço mais amplo, com canis, áreas adequadas para circulação e estrutura para receber voluntários.
A mudança também deve permitir que mais animais sejam acolhidos. Atualmente, muitos resgates precisam ser encaminhados para lares temporários por falta de espaço.
Agora, a meta da família é arrecadar recursos para pagar as parcelas do financiamento e começar as obras no novo terreno. Uma campanha de apoio mensal ajuda a manter o projeto funcionando, mas os custos continuam altos.
Apesar da rotina intensa, a família continua participando de feiras de adoção no Parque Farroupilha (Redenção) para buscar novos lares para os animais. Patrícia relata que diversos animais estão há muito tempo no projeto e que existem dificuldades para serem adotados.
– A primeira coisa que nos perguntam é se eles vão crescer muito, mas não temos como saber porque ainda são filhotes. Tem alguns que estão com a gente desde o início.
Como ajudar
/// O SOS Patinhas não recebe animais resgatados por outros e não faz lar temporário. Todos os cães do projeto são castrados e vacinados. Saiba como ajudar:
/// Arrecadação de fundos no site gzh.digital/Apoiase
/// Vakinha para ajudar com o financiamento do sítio: gzh.digital/Vaquinha
/// Contato da Patrícia para adoção e ajuda: (51) 99848-9044
/// Instagram: @sos_patinhaspoa
O projeto aceita doações de:
/// Ração para cães adultos e filhotes
/// Cobertas
/// Casinhas
/// Medicamentos veterinários
/// Ajuda financeira
*Com orientação e supervisão de Émerson Santos