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Flávio Bolsonaro é recebido por Trump na Casa Branca e pede que PCC e CV sejam considerados organizações terroristas

A visita acontece em meio à repercussão do vazamento das conversas envolvendo o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

27/05/2026 - 10h01min


Zero Hora
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Paulo Figueiredo/Instagram/Reprodução
Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram recebidos no Salão Oval pelo presidente Trump.

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, nesta terça-feira (26). A visita acontece em meio à repercussão do vazamento das conversas envolvendo o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre filme Dark Horse, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump que considere o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

— Interesse compartilhado entre os dois países — afirmou.

Segundo o senador, a primeira pergunta de Trump foi sobre Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O republicano, segundo Flávio, questionou sobre as condições da prisão domiciliar do ex-presidente. O brasileiro disse, ainda, ter transmitido um abraço do pai a Trump.

O encontro desta terça-feira, segundo Flávio, foi um convite do próprio governo dos Estados Unidos. Segundo relatos, a equipe de Flávio Bolsonaro entregou documentos a assessores da Casa Branca. 

De acordo com o g1, a reunião teria sido rápida. Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo teriam entrado no Salão Oval — escritório do presidente dos EUA — apenas para registrar a foto com Trump. 

"No Salão Oval da Casa Branca com o presidente da maior potência bélica e econômica do mundo, que recebeu o senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil, algo simplesmente inédito! E foi muito bom!", escreveu Eduardo Bolsonaro em um post nas redes sociais (veja abaixo)

Banco Master

Questionado sobre a relação com Vorcaro, do Banco Master, Flávio disse que não tem "absolutamente nada a esconder".

— Eu já falei tudo o que eu tinha que falar sobre esse assunto. Não tenho absolutamente nada a esconder. É por isso que eu insisto aqui o tempo inteiro. Vamos instalar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Banco Master — disse na coletiva.

O senador ainda afirmou que desafia o "governo Lula a colocar a sua base para pressionar" o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que uma investigação seja instalada.

— Isso não acontece porque ele tem muito a explicar ainda — disse. 

Em 13 de maio, conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro foram divulgadas pelo portal Intercept Brasil. Em áudios, o senador pediu dinheiro ao banqueiro para ajudar a financiar a produção do filme Dark Horse. Após o vazamento das conversas, Flávio passou a ser pressionado sobre a sua relação com o banqueiro, que atualmente está preso na Superintendência da Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro embarcou no domingo (24) para os Estados Unidos. Esse foi o primeiro encontro do brasileiro oficialmente como pré-candidato à Presidência com Trump. 

O senador tem mantido viagens regulares aos Estados Unidos desde dezembro, quando anunciou a intenção de concorrer ao Planalto, incluindo participação no Conservative Political Action Conference (CPAC), um dos maiores eventos conservadores do mundo, em março.

"Challenge coin"

Durante o encontro na Casa Branca, Flávio Bolsonaro recebeu de Donald Trump a chamada Challenge coin, moeda tradicionalmente trocada entre militares americanos e símbolo de respeito e reconhecimento

O senador chamou a entrega de "gesto raro" por parte de Trump e agradeceu o presente. Mais tarde, Flávio compartilhou uma foto do objeto em suas redes sociais: 

Reprodução/@flaviobolsonaro / Instagram
Flávio Bolsonaro compartilhou imagem da "Challenge coin" que recebeu de Donald Trump.



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