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Lula sanciona lei que estabelece o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 

Em cerimônia de sanção, presidente criticou gestão do governo de Bolsonaro durante a pandemia do coronavírus

12/05/2026 - 10h32min


Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo
SEAUD/Presidência da República
Presidente Lula durante cerimônia para sancionar a lei.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui a data 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data remete à morte da primeira vítima pela doença no Brasil, em 2020.

A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto e foi tomada por críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que exerceu o cargo durante a pandemia do coronavírus. Segundo Lula, o governo de Bolsonaro "era composto de um monte de gente que fazia questão de se fazer de ignorante". 

A primeira-dama, Janja da Silva, também falou durante a solenidade. Ela se emocionou ao relembrar a perda da mãe, que faleceu após contrair o coronavírus:

— Eu sempre me preparei psicologicamente para perder minha mãe para o Alzheimer, mas ver ela sendo arrancada de mim pela covid-19, pela falta de incentivo à mascara. Eu não vou esquecer jamais. A memória é isso — disse ela, segundo o g1.

A nova lei

O projeto de lei (Lei nº 2.120/2022) que propunha o estabelecimento da data foi escrito pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC) e relatado pelo senador Humberto Costa (PT-PE). O texto recebeu aprovação em abril deste ano no Senado e foi encaminhado para a sanção presidencial

A escolha da data para o dia 12 de março referencia o registro da primeira morte pela Covid-19 no Brasil, ainda em 2020, na cidade de São Paulo. Ao total, mais de 700 mil mortes pelo vírus foram registradas no país. 

Sergio Lima/AFP
Protesto realizado diante do Congresso Nacional, em 2020, em referência ao impacto do coronavírus.

Críticas de Lula à gestão de Bolsonaro

O presidente Lula defendeu que é preciso dar "nome aos bois" e apontar os responsáveis pelo descontrole da pandemia de covid-19 no país: 

— Nós temos que fazer com que as pessoas saibam quem foram os responsáveis que fortaleceram a ignorância do presidente no trato de uma pandemia como essa.

Ele ainda disse que nunca responsabilizou pessoalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, e ponderou que "presidente não tem que saber tudo, mas ele tem, pelo menos, que ouvir quem sabe". 

Para Lula, a condução da pandemia pelo governo Bolsonaro levou a um "sacrifício desnecessário".

— Se tivessem ouvido as pessoas que entendiam disso, a gente teria, no mínimo, evitado que tivessem morrido umas 400 mil pessoas — disse Lula.

O presidente ainda acusou sindicatos e entidades médicas de terem se omitido:

— Muita gente se calou. Os sindicatos não foram para cima, as entidades médicas não foram para cima, teve entidade importante do Brasil que nunca falou nada. Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médico que receitava cloroquina, a quantidade de gente que dizia que vacina fazia as pessoas virarem jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças.

Lula também citou investigações da CPI da Covid do Senado sobre propina na compra de vacinas e lembrou as trocas dos ministros da Saúde na época.

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